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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 437

Embora o descontentamento queimasse em seu peito, Isabela sabia que a relação com o filho já era distante por natureza. Se adotasse uma postura mais rígida naquele momento, correria o risco de empurrar o vínculo entre mãe e filho para um abismo irreversível. Respirando fundo para recuperar a compostura, ela virou a cabeça e fixou um olhar severo em Lívia.

— Por que você foi provocar a Luana sem motivo algum? — Questionou Isabela, com a voz gélida.

— Eu... — Gaguejou Lívia, sem saber o que responder.

Na sua concepção, Isabela não nutria simpatia por Luana. Lívia acreditava que, mesmo se criasse problemas para a outra, a patroa não se importaria; e mesmo que Valentino tentasse defender Luana, a proteção de Isabela garantiria sua permanência na família Alencar.

— Senhora, juro que não a provoquei, foi realmente um acidente! — Exclamou ela, o pânico tomando conta de suas feições ao perceber que Isabela não parecia disposta a defendê-la desta vez. — Estou ao seu lado há tanto tempo, sempre me dediquei de corpo e alma à família Alencar. Não teria motivos para fazer algo assim propositalmente!

Isabela fechou os olhos com força, soltando um suspiro pesado. Lívia a acompanhava desde que entrara na empresa, sendo praticamente uma pupila moldada por suas mãos, e, até aquele momento, sempre se mostrara obediente e discreta.

Valentino, porém, não estava disposto a ouvir desculpas.

— Sem motivos? — Interrompeu ele, franzindo a testa e não dando brecha para réplicas. — Eu e a Luana sequer trabalhamos no mesmo ateliê. O que você foi fazer exatamente no setor dela? Não me diga que foi um mero encontro casual, afinal, não terei dificuldades em solicitar as gravações das câmeras de segurança do instituto.

Os ombros de Lívia tremeram e seu rosto perdeu qualquer vestígio de cor. Ela esperava que Isabela intercedesse por ela, em consideração aos anos de serviço prestados, mas o que encontrou no olhar da patroa foi algo diferente. Era uma mistura de decepção e frieza. Aquele olhar era um aviso silencioso e cruel de que uma funcionária jamais seria digna de cobiçar seu filho.

Sem mais delongas, Lívia foi escoltada pelos seguranças enquanto o mordomo providenciava sua demissão imediata. Valentino, sem olhar para trás, girou nos calcanhares e saiu. Isabela desabou no sofá, incrédula. Não podia tolerar que sua própria confidente nutrisse segundas intenções. Comparada a Luana, que ao menos era uma herdeira da família Souza, Lívia era inaceitável aos seus olhos. Sua origem era comum e o histórico familiar manchado por uma mãe presa por estelionato. Ter alguém com antecedentes criminais na família estava fora de cogitação.

...

Ao cair da tarde, quando Luana chegou à porta de casa e se preparava para entrar, a porta do apartamento vizinho se abriu de repente. Ela virou a cabeça e viu Valentino caminhando em sua direção. Antes que ela pudesse reagir, ele segurou seu pulso com delicadeza, fixando os olhos no dorso da mão dela, que estava vermelho e com bolhas visíveis.

— Professor Valentino... — Murmurou ela, sentindo a ardência na pele e tentando instintivamente recolher a mão.

Sentindo a resistência, Valentino afrouxou o aperto de imediato, seu toque se tornando extremamente cuidadoso.

— Desculpe, não quis machucá-la. — Disse ele, com um tom suave que contrastava com sua postura habitual. — Eu já resolvi a situação com a Lívia.

— Resolveu? — Repetiu Luana, surpresa, parando de puxar o braço.

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