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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 45

Na noite anterior, Luana dormira no quarto de hóspedes e, para ela, aquela fora uma noite estranhamente tranquila, sem interrupções ou sonhos perturbadores.

Só na manhã seguinte, quando desceu para o café, encontrou Ricardo à mesa de jantar. Havia algo diferente nele. Mesmo com o semblante sempre impecável, pequenas linhas de cansaço traíam uma exaustão silenciosa. A pele clara continuava destacando sua beleza, mas o cansaço lhe dava um ar raro, como se não tivesse dormido bem.

Maria trouxe a bandeja com o café da manhã. Pela rotina de tantos outros dias, ela esperava ver Luana se levantar e, como sempre, ajudar a servir para ele. No entanto, ao perceber a indiferença dela, hesitou por um instante, como se captasse, no ar, um detalhe silencioso na relação dos dois.

Teriam brigado?

Ricardo abotoava com calma o punho da camisa, mas os olhos permaneciam fixos na comida sobre a mesa. Um flash de memória o alcançou. Nos velhos tempos, sempre que ficava em Bela Vista, ela acordava cedo para preparar seu café. Hoje, porém, parecia que ele era quem acordava antes dela.

Segurou faca e garfo com gestos precisos, mas, ao notar que Luana comia em silêncio, sem sequer olhar para ele, manteve os lábios finos cerrados, até os deixar crispados. Depois de um instante, largou os talheres com certa impaciência.

— Senhor, o café da manhã não está do seu gosto? — Perguntou Maria, com um toque de preocupação.

Ela não podia evitar o receio. Se tivesse errado no preparo daquela manhã? Será que isso afetaria seu salário?

Luana fez uma breve pausa, sem levantar os olhos nem interromper o movimento das mãos.

— Sem apetite. — Respondeu ele, seco, antes de se levantar. Pegou o paletó pendurado no encosto da cadeira e saiu, fechando a porta com um estalo firme.

Maria ficou parada, olhando a porta que acabara de bater, sentindo-se deslocada. Virou-se para Luana, dizendo com a voz quase constrangida:

— Senhora, eu... será que o café que fiz hoje não estava bom?

Luana soltou um leve suspiro e balançou a cabeça.

— Não pense assim, Maria. Se ele não quis comer, não é por causa do seu café.

Aliviada, Maria sorriu com simplicidade.

— Que bom. Contanto que não desconte do salário. — Depois, como se lembrasse de algo, comentou com um brilho curioso nos olhos. — Posso estar enganada, senhora, mas acho que o patrão se importa com você. Senão, não teria ficado nesse estado.

A observação pegou Luana de surpresa.

Ricardo se importar com ela? Para ela, aquilo soava como a piada mais absurda do mundo.

— Tem certeza de que não está enganada? — Pergunto Luana, surpresa.

Assim que abriu a porta, foi recebida por um esguicho de água no peito. Leonardo, ao lado, ria de satisfação com a pistola colorida nas mãos.

— A bruxa levou bronca!

A região da blusa onde a água atingiu se destacou imediatamente. Luana franziu o cenho, dominando a vontade de sacudir aquela criança mimada até a fazer chorar.

Vanessa se aproximou com um sorriso sereno e, tirando um lenço do bolso, ofereceu-o:

— Me desculpe, doutora. Criança é assim mesmo, não leve para o lado pessoal. Quer usar o lenço para secar?

Luana recusou com um simples aceno, tirando um pedaço de papel do próprio bolso para limpar-se.

— Se não houver mais nada, volto para meu consultório.

Vanessa guardou o lenço e, sem demonstrar incômodo, ergueu levemente uma das sobrancelhas.

— Continua agindo do jeito que quer, não é? Mas espero que não tenha esquecido que, agora, eu sou a sua chefe.

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