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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 472

— O que você quer dizer com isso? — Questionou Valentino, franzindo a testa.

— As células cancerígenas se espalharam. Daqui a dez dias, voltarei para o exterior para uma cirurgia. — Revelou Ricardo, com uma naturalidade assustadora. — Mas não sei se sairei vivo da mesa de operação. O motivo do meu retorno não foi apenas a Luana, mas também o Júlio.

A expressão de Valentino endureceu num instante.

— Então você sabe que o Júlio é o mandante do sequestro?

— Sei. — Confirmou Ricardo, levando a xícara de café aos lábios para um gole lento. — E não apenas sei, como também tenho em mãos as provas mais letais contra ele. Provas que podem destruí-lo.

— Então a sua falsa morte foi uma estratégia para confundir o Júlio? — Valentino soltou uma risada incrédula. — Você tem certeza de que ele cairá nessa?

— Basta que algumas pessoas acreditem que morri para que ele também acredite. A dúvida é minha aliada.

Valentino permaneceu sentado por mais alguns instantes, digerindo a informação. Quando fez menção de se levantar para ir embora, Ricardo o interrompeu:

— Você poderia não contar à Luana que me viu? É melhor que ela continue sem saber de nada.

Valentino parou, virou levemente a cabeça e respondeu com frieza:

— Não precisa pedir. Eu já sei o que fazer.

Ele saiu sem olhar para trás. Assim que a figura de Valentino desapareceu, Liliane bufou e se aproximou da mesa, sentando-se ao lado do primo.

— Você adora fazer drama, não é? A Luana já está morando na casa dele e você aí, fingindo que não se importa. Não está nem um pouco preocupado?

A mão de Ricardo parou no ar por um segundo, os dedos se contraindo involuntariamente, mas seu rosto permaneceu impassível.

— Estamos divorciados agora. De que adiantaria eu me preocupar?

— Divorciados mesmo? De papel passado? — Insistiu ela.

Ele acenou com a cabeça.

— E não tem nenhuma chance de volta? Nada? — Liliane cruzou os braços, indignada.

Ricardo ergueu os olhos, cansado.

— Se não nos divorciássemos, meus pais culpariam a Luana pela minha "morte". A família Ferraz já tem problemas suficientes.

— Quando diz problemas, refere-se à sua tia Helena, certo? — Liliane revirou os olhos. — A Helena e a Anabela são duas cobras. Mal saiu a notícia do seu acidente e ela já correu para aliciar os acionistas do Grupo Ferraz, além de trazer a Anabela de volta do exterior. Estão agindo como se fossem donas do mundo. Só sabem chutar cachorro morto. Se não fosse pela minha família segurando as pontas em Oeiras, a família Ferraz já estaria nas mãos delas!

Ricardo se permitiu um sorriso breve e gelado.

— Deixe ela aproveitar a vitória temporária. Quanto mais alto ela subir, maior será a queda.

...

Durante toda a tarde, as palavras ameaçadoras de Júlio ecoaram na mente de Luana, impedindo-a de se concentrar no trabalho. A ansiedade era um ruído constante de fundo.

Valentino parou à porta do escritório dela. Ao vê-la com a mão na testa e uma expressão pesada, bateu levemente na madeira para chamar atenção. Luana se sobressaltou, erguendo a cabeça.

— Professor Valentino?

— Não está se sentindo bem?

— Luana!

— Lá vem você com essa manha. — Suspirou Luana, mas com um sorriso nos lábios. — Fala logo, o que você quer?

— Já que ele não vai estar em casa, que tal jantarmos fora? — Sugeriu Liliane, balançando o corpo de um lado para o outro com um ar pidão e travesso. — Pode deixar que eu pago! Tenho minhas economias, sabia?

— Jantar fora? Mas...

— Ah, vai... Venho tão pouco à Riviera. Você vai ter coragem de negar? — Liliane piscou os olhos de forma exagerada, fazendo a melhor cara de cachorrinho abandonado que conseguiu.

Luana respirou fundo, derrotada. Diante daquela expressão suplicante, era impossível dizer não. Liliane sabia exatamente como dobrá-la.

— Tudo bem, tudo bem. Vamos sair para comer.

— Luana, você é a melhor! — Comemorou a garota.

...

As duas foram a um restaurante sofisticado no centro. Da janela, a vista era deslumbrante; o crepúsculo cobria a metrópole movimentada com um manto de luzes cintilantes.

— Luana, olha essa vista! É incrível! — Exclamou Liliane, sacando o celular para tirar fotos da paisagem urbana através do vidro panorâmico.

Quando os pratos chegaram à mesa, Luana não tocou nos talheres de imediato. Ela ficou observando Liliane por um instante, a expressão séria, antes de lançar a pergunta que estava presa em sua garganta:

— Você realmente acredita que o Ricardo morreu?

A pergunta repentina pegou Liliane de surpresa. Ela se engasgou com a própria saliva e começou a tossir violentamente, o pânico estampado no rosto.

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