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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 473

Percebendo o estado de nervosismo da amiga, Luana se apressou em lhe entregar um copo da água, tentando acalmá-la.

— Só fiz uma pergunta simples, por que você ficou tão assustada? — Indagou ela, franzindo o cenho.

Liliane virou o copo de uma só vez, e só depois de recuperar o fôlego, perguntou com a voz trêmula:

— O Valentino... ele te contou alguma coisa?

Luana parou por um instante, analisando a reação exagerada da outra.

— Por que você está perguntando isso? — Retrucou, desconfiada.

Embora as palavras de Valentino mais cedo tivessem realmente servido como um alerta, o comportamento de Liliane era estranho. Por que ela suspeitaria logo dele?

— Bom... é que ele me fez umas perguntas hoje também. — Confessou Liliane, desviando o olhar.

— Quando isso aconteceu?

Os olhos de Liliane correram de um lado para o outro, buscando uma escapatória rápida.

— Fui dar uma volta no shopping, sabe? Como eu ia adivinhar que daria de cara com ele? — Mentiu ela, gesticulando para dar ênfase. — Ele me encurralou perguntando sobre o assunto, mas o que eu poderia saber? Todo mundo diz que o Ricardo morreu na explosão, até a tia Amanda desmaiou de tanto chorar.

Luana apertou os lábios, decidindo não questionar a veracidade daquela história, embora algo não parecesse certo. Liliane soltou um suspiro de alívio ao ver que a amiga não insistiria, mas logo voltou à carga com um tom mais sério:

— Mas, me diz a verdade... você queria que o Ricardo estivesse vivo?

A pergunta pegou Luana de surpresa. Ela sentiu um nó na garganta e virou o rosto para a janela, fitando o vazio.

— Nós estamos divorciados, Liliane. Se ele está vivo ou morto, não é problema meu.

— Não é o que parece. — Provocou Liliane. — Pelo seu tom de voz, você se importa, e muito.

— Você ouviu errado. — Cortou Luana, encerrando o assunto ao enfiar um pedaço de comida na tigela da amiga. — Come logo.

Liliane mostrou a língua, rindo, e aceitou a trégua silenciosa.

A noite avançou e, em algum momento, Liliane pediu duas garrafas de uísque. O que era para ser apenas um jantar se transformou numa bebedeira. Quando saíram do restaurante às nove da noite, as duas caminhavam abraçadas, trocando as pernas, completamente embriagadas.

— Luana... — Chamou Liliane, soltando um soluço alto e se pendurando no ombro da amiga, quase gritando em seu ouvido. — Quem é melhor? O Ricardo ou o Valentino?

Luana, que há muito tempo não bebia daquele jeito, sentia a cabeça girar e os pés leves, como se pisasse em nuvens. O álcool havia dado uma coragem e uma honestidade perigosas para ela.

— Claro que é o... professor Valentino! — Exclamou Luana, rindo para o vento.

Liliane estancou no lugar, a súbita confissão dissipando metade de sua embriaguez.

— O quê? — Ela arregalou os olhos. — Você não tá falando sério... Você se apaixonou pelo Valentino? E o Ricardo?

Luana se soltou do aperto dele e, num movimento ousado, passou os braços ao redor do pescoço dele.

— Em tudo. — Ela aproximou o rosto do dele. — Quer ser meu namorado?

O pomo de adão de Ricardo oscilou, e ele desviou o olhar, tentando manter o controle.

— Você age assim com qualquer homem?

— Adivinha? — Provocou ela.

— Você está bêbada. Vou te levar para casa...

Antes que ele pudesse terminar, Luana avançou e mordiscou a pele sensível de seu pescoço. O corpo de Ricardo retesou-se instantaneamente. Ele agarrou a cintura dela, tentando imobilizá-la, mas o álcool a deixara desinibida como um animal selvagem. A respiração dele pesou; aquela tortura acabaria com seu autocontrole.

"Que se dane", pensou ele. "Se é para morrer, que seja assim."

Ricardo arrancou a máscara e, num ímpeto, tomou a boca dela. O beijo foi avassalador, carregado de uma saudade e uma possessividade que a envolveram por completo, roubando-lhe o ar. O espaço confinado do carro tornava tudo mais intenso, limitando seus movimentos, o que o obrigava a um autocontrole quase doloroso. Ele a puxou para seu colo, enterrando o rosto na curva do pescoço dela, inebriado pelo cheiro de sua pele.

Mas, ironicamente, justo quando a situação estava prestes a ultrapassar o limite do retorno, o corpo de Luana relaxou. Ela havia adormecido.

Ricardo parou, ofegante. Olhou para o rosto sereno dela, sentindo um misto de frustração e ternura. Passou a mão pelos cabelos, jogando-os para trás, e se recostou no banco. A camisa aberta revelava o peito avermelhado pela excitação contida. Após alguns minutos, quando sua respiração voltou ao normal, ele a ajeitou melhor, permitindo que ela dormisse aninhada em seu abraço.

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