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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 474

Ao ver o carro de Ricardo estacionar em frente ao Residencial Encanto, Liliane, que andava de um lado para o outro na calçada, correu até eles.

— Ricardo! A Luana, ela... — A frase morreu em sua boca quando seus olhos focaram no pescoço dele. Havia uma marca inconfundível de batom ali.

— Ela bebeu demais. — Explicou Ricardo sem rodeios, saindo do carro e pegando Luana no colo como se ela não pesasse nada.

Percebendo a imprudência, Liliane tentou bloquear o caminho.

— Ricardo, espera! Não é uma boa ideia você subir com ela assim. Estamos morando na casa de outra pessoa... Se alguém vir você...

— Ele já viu. — Interrompeu Ricardo, com a voz seca.

Liliane piscou, confusa, e seguiu a direção do olhar dele. O sangue gelou em suas veias.

Valentino descia de outro veículo, estacionado a poucos metros. A coincidência parecia uma peça pregada pelo destino. Liliane recuou dois passos instintivamente, prendendo a respiração.

O olhar de Valentino pousou na figura adormecida de Luana nos braços de outro homem, e em seguida, deslizou friamente para a marca vermelha no pescoço de Ricardo. Seus cílios baixaram ligeiramente, ocultando qualquer emoção, e ele desviou o olhar com indiferença.

— Sr. Ricardo... você não tem medo de ser reconhecido?

— Ela está bêbada, naturalmente não vai se lembrar de quem eu sou. — Respondeu Ricardo, erguendo o queixo num desafio silencioso. — Ela está no seu apartamento?

Sem responder, Valentino virou as costas e entrou no prédio.

Ricardo o seguiu, carregando Luana. Liliane, saindo do transe, correu para alcançar o elevador antes que as portas se fechassem.

— Esperem por mim!

O clima no elevador era sufocante. Assim que chegaram ao andar, Ricardo foi direto para o quarto de hóspedes, depositou Luana na cama com delicadeza e retirou os sapatos dela. Ao sair, encontrou Liliane parada na porta.

— Cuide bem dela. — Ordenou, com tom de autoridade.

— Pode deixar. — Respondeu ela, ainda atordoada.

Na sala, Ricardo encontrou Valentino. O silêncio entre os dois homens era denso.

— Obrigado. — Disse Ricardo, curto e grosso, antes de se dirigir à saída.

Valentino, no entanto, não deixou o momento passar.

— Você não se preocupa que eu tire vantagem da situação?

Ricardo parou, mas não se virou. Ergueu a mão num gesto de despedida.

— Confio no seu caráter.

...

Minutos depois, Valentino encheu um copo com água e caminhou até o quarto onde as duas estavam. Parou diante da porta fechada, hesitou por um segundo e bateu levemente.

Liliane abriu a porta, surpresa. Ele estendeu o copo.

Luana hesitou por mais alguns segundos, mas decidiu afastar as suspeitas. Sua cabeça doía demais para criar teorias.

Na sala, Liliane abria as embalagens de comida sobre a mesa.

— Olha isso, pedi daquela padaria famosa em Riviera. Dizem que é o melhor café da manhã da região!

Luana se sentou, mas notou o silêncio na casa.

— O professor Valentino não está?

Liliane congelou por um instante, desviando o olhar para a janela.

— Ah, ele... ele já saiu. Ontem ele me ajudou a te trazer para o quarto, mas hoje cedo já foi trabalhar.

Ao lembrar da tensão da noite anterior, Liliane sentiu um calafrio. Tinha certeza de que presenciaria uma guerra ali mesmo.

Luana terminou de comer em silêncio. De repente, seu celular vibrou sobre a mesa. Era uma mensagem de um número desconhecido.

Ao abrir, o sangue drenou de seu rosto.

Era uma foto de Renata, amarrada e amordaçada. Abaixo da imagem, um endereço e uma frase curta que fez o mundo de Luana parar:

[Se quiser que sua amiga saia viva dessa, venha sozinha.]

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