— Tem polícia logo à frente! É um bloqueio! — Gritou o motorista, com o pânico evidente na voz.
— Avance. Passe por cima. — Ordenou Júlio, sem alterar o tom de voz.
No momento em que o carro se aproximou da barreira policial, Júlio baixou o vidro lentamente. Quando um dos policiais se aproximou para a abordagem, ele sacou a arma e disparou de surpresa. O som do tiro rompeu o ar e o oficial caiu, atingido.
Antes que os outros policiais pudessem reagir, Júlio disparou mais três vezes em sequência, criando o caos necessário para que o veículo rompesse o bloqueio e entrasse em uma estrada vicinal, fugindo em alta velocidade.
Todos dentro do carro estavam com o coração na boca, exceto Júlio. Sua expressão permanecia inalterada, mas havia uma loucura contida em sua calma. Era a insanidade de quem já não se importava com a própria vida.
De repente, num cruzamento mais à frente, um caminhão pesado surgiu. O motorista de Júlio, num reflexo instintivo para evitar a colisão fatal, girou o volante bruscamente, fazendo o carro perder o controle e colidir violentamente contra uma placa de sinalização.
Do caminhão, desceu um homem vestindo uniforme de operário, com boné e máscara cobrindo o rosto. Apesar do disfarce, sua postura era ereta e alta, aparentando ser bastante jovem.
Júlio, furioso, saiu do carro acidentado apontando a arma para o caminhoneiro.
— Mãos para o alto!
O homem obedeceu, erguendo as mãos devagar.
Naquele instante, as viaturas da polícia chegaram, cercando o veículo acidentado. Os policiais desembarcaram com as armas em punho. Os seguranças de Júlio, feridos e atordoados pelo impacto, saíram do carro e se renderam, agachando-se com as mãos na cabeça.
Num movimento rápido, Júlio puxou o operário para si, usando-o como escudo humano e pressionando o cano da arma contra o pescoço dele.
— Se derem mais um passo, eu estouro a cabeça dele!
Manuel fez um sinal para que seus homens não atirassem e ergueu as mãos em gesto de paz.
— Júlio, pare com isso! Não piore a situação. Ainda há tempo de se entregar e evitar uma tragédia maior.
— Depois que minha mãe morreu, eu soube que não havia volta. — Zombou Júlio, com um riso frio e cortante. — E, para ser sincero, nunca tive a intenção de voltar atrás.
— Mas você tem filhos, tem netos! Você não está sozinho no mundo. — Argumentou Manuel.
— Não me faça rir. Se eu cair nas mãos de vocês, acabarei morto ou apodrecendo na cadeia. O resultado é o mesmo. — Retrucou Júlio, com amargura. — Meu único arrependimento é ter deixado alguns assuntos pendentes e certas pessoas vivas. Uma pena.
Ele soltou uma gargalhada seca, olhando para o céu cinzento.
Vitor entrou no quarto trazendo o café da manhã e notou a atenção dela na TV.
— Finalmente esse Júlio teve o fim que merecia. — Comentou ele, colocando as sacolas na mesa. — É um alívio para todos, não acha?
Luana baixou os olhos, pensativa, sem responder de imediato.
Pouco depois de terminarem a refeição, Vinícius chegou ao quarto, trazendo algumas sobremesas que sabia serem as favoritas dela.
— O papai chega em Riviera amanhã.
— É por causa do corpo da Ivana? — Perguntou Luana.
— Sim. Ninguém da família Moura quis vir. Apesar de tudo, ela era irmã da mamãe. Como nossa mãe não tem condições emocionais para lidar com isso, alguém precisava vir reconhecer e liberar o corpo.
Ao ouvir a confirmação da morte de Ivana, Luana sentiu uma estranha sensação de irrealidade.
Embora Ivana tivesse tentado prejudicá-la inúmeras vezes no passado, naquele momento crítico final, ela havia, de certa forma, proporcionado a chance para que Luana escapasse. Não havia afeto, mas o peso da morte de alguém que fez parte de sua história, para o bem ou para o mal, era inegável.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...