— Entendi. — Com um sorriso sutil e contido, Isabela assentiu para as pessoas no recinto e se retirou do lounge.
Ao cruzar a saída do salão de banquetes, no entanto, Isabela deu de cara com Valentino. O encontro inesperado a fez estacar por um segundo, mas ela logo recompôs a postura, fingindo naturalidade ao se aproximar do filho.
— Valentino? O que faz aqui? — Perguntou ela, tentando soar casual.
O rapaz mantinha uma expressão gélida, impenetrável.
— Foi a senhora quem chamou a senhora Amanda? — Indagou ele, sem rodeios. Como Isabela permaneceu em silêncio, ele insistiu, o tom carregado de uma reprovação silenciosa. — Mãe, por que fez isso?
Um brilho de decepção cruzou o olhar de Valentino. Incapaz de encarar o filho, Isabela desviou os olhos e apertou as mãos com força na alça da bolsa, numa tentativa de conter o nervosismo.
— Não posso deixar que se afunde por causa da Luana. Ela não é adequada para você! — Disparou ela, na defensiva.
— Se ela serve ou não para mim, é problema meu. O que vocês têm a ver com isso? — Retrucou ele, a voz endurecendo.
— Sou sua mãe.
— E quando fui sequestrado? Vocês agiram como meus pais naquela época? — A pergunta saiu carregada de uma fúria reprimida há muito tempo.
As palavras atingiram Isabela como um golpe físico, expondo uma ferida antiga.
— Valentino... — Chamou ela, com a voz falha.
— Não entendo por que a senhora insiste em resolver as coisas dessa maneira sórdida. — continuou Valentino, o tom agora mais baixo, porém vibrando de insatisfação. — Disseram que eu era dono da minha vida amorosa, mas com ela é diferente. Não posso escolhê-la só porque foi casada com o Ricardo? Só porque foi nora da sua antecessora?
Os dedos de Isabela se fecharam com violência na alça da bolsa, as articulações ficando brancas.
— Cale a boca! — Gritou ela, perdendo a compostura. Ao perceber o deslize e os olhares ao redor, respirou fundo para recuperar o controle e baixou a voz. — Não repita mais essas asneiras.
Sem disposição para continuar aquela discussão dolorosa, ela deu as costas ao filho e se afastou apressada pelo corredor.
Enquanto isso, em outro canto do salão, Luana procurou Gustavo. Antes mesmo que o professor pudesse iniciar qualquer explicação constrangida, ela tomou a iniciativa.
— Professor, entendo perfeitamente a sua posição e não quero colocá-lo em uma situação difícil. Eu me retiro do projeto. — Disse ela, firme.
Gustavo paralisou por um instante e baixou o olhar, visivelmente abalado.
Valentino deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal dela com um olhar intenso.
— Você se conforma com isso?
Luana refletiu por um segundo. Conformar-se? Honestamente, não. Sentia o gosto amargo da injustiça na boca. Era cruel ser descartada e ter sua competência anulada por uma única frase de terceiros. Mas o capital ditava as regras deste mundo, e mesmo com todo o seu talento, ela acabaria sendo eliminada pelo sistema.
— Bom, já que não sou mais a herdeira da família Souza e estou aqui engolindo sapos, confesso que é frustrante. — Admitiu ela, com um sorriso triste, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha.
Valentino segurou o braço dela impulsivamente, franzindo a testa.
— Pretende ir embora de Riviera?
Luana travou e o encarou. Ouvindo passos se aproximando atrás dela, soltou-se delicadamente do aperto dele; não precisava de mais mal-entendidos naquele momento crítico.
— Mais cedo ou mais tarde, terei de partir. Talvez o meu lugar seja mesmo em Macondo. — Respondeu ela, desviando o olhar.
A expressão de Valentino escureceu, como se uma luz tivesse se apagado dentro dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...