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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 486

— Quando pretende voltar? — Indagou Valentino, com a voz rouca.

— Depende. — Murmurou Luana, baixando a cabeça para olhar as próprias mãos, marcadas pelo destino. — Com esta lesão, não posso mais operar como cirurgiã principal. Quem sabe mudar de profissão não seja uma boa ideia?

Valentino apertou os lábios, formando uma linha fina, sem saber o que dizer diante daquela realidade dura.

...

Já fora do banquete e longe dos olhares curiosos, o celular de Luana tocou. Era Vinícius. Ele ligava para parabenizá-la, crente de que ela ainda celebrava no evento, e tagarelou animado até notar o silêncio persistente do outro lado da linha.

— Luana? Aconteceu alguma coisa? — Perguntou ele, o tom mudando de alegria para preocupação.

A jovem despertou de seus pensamentos e limpou uma lágrima fugitiva no canto do olho.

— Nada. Só caiu um cisco no meu olho, deve ser poeira.

— Cisco dentro de um salão de festas luxuoso? — Vinícius percebeu a fragilidade na voz da irmã e seu instinto protetor disparou. — Alguém intimidou você?

— Não...

— Luana, não minta para mim.

— Vinícius... quero ir para casa. — Sussurrou ela. A frase simples carregava o peso de quem, há muito tempo, não sentia o acolhimento de um verdadeiro lar.

O coração de Vinícius apertou, mas ele evitou perguntas invasivas naquele momento.

— Tudo bem. Vou mandar o Vitor buscar você agora mesmo.

Assim que desligou, a expressão de Vinícius se transformou. Ele ligou imediatamente para um subordinado de confiança que estava na festa de celebração. O homem relatou tudo. A humilhação imposta por Amanda e a desistência forçada de Luana do projeto.

O rosto de Vinícius escureceu, uma tempestade se formando em seus olhos.

— Temos subsidiárias colaborando com a família Ferraz? — Perguntou ao assistente.

— Duas em Macondo. — Respondeu o funcionário prontamente.

— Cancele tudo. Rompa a parceria com a família Ferraz.

O outro hesitou, surpreso com a ordem abrupta.

— Mas, senhor Vinícius, romper assim... isso não prejudicaria o Grupo Souza?

— O Grupo Souza não depende da família Ferraz para nada. — Sentenciou Vinícius, com frieza absoluta.

Anabela caminhou até a mesa com uma calma perturbadora, ignorando o histerismo da mãe.

— Isso não é nada.

— Como não é nada? Você tem noção do prejuízo?

Antes que a mãe continuasse o discurso, Anabela deslizou uma fotografia sobre a mesa de madeira nobre. Helena parou, confusa, pegou a imagem e sentiu um calafrio percorrer sua espinha ao focar no rosto impresso.

O homem na foto era idêntico a Ricardo. A única diferença eram os traços mais rígidos e angulosos, sugerindo uma possível cirurgia plástica, mas a semelhança era inegável.

As mãos de Helena tremeram.

— Onde isso foi tirado?

— Singapura.

As pernas de Helena falharam e ela despencou na cadeira de couro, o pânico tomando conta de suas feições. Já não conseguia manter a fachada de calma.

— É o Ricardo? — Sussurrou ela, horrorizada.

— Não temos certeza. — Respondeu Anabela, séria. Quando viu a foto pela primeira vez, ela também ficara em choque, assombrada pela possibilidade aterrorizante de que Ricardo, contra todas as probabilidades, não estivesse morto.

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