— Convidada de honra do Sr. Emanuel? — Vitor parou abruptamente, aturdido.
Luana, no entanto, virou-se para ele com um olhar tranquilo e explicou:
— Acabei de voltar para Macondo e não há necessidade de tanto alarde. Vamos apenas encontrar um lugar simples para sentar.
Vitor quis argumentar, mas diante da firmeza dela, apenas assentiu, resignado. O gerente, mantendo o sorriso profissional, guiou-os prontamente até uma mesa confortável no salão principal, longe dos olhares mais curiosos.
Enquanto isso, no camarote do andar superior, a atmosfera era distinta.
Dois guarda-costas montavam sentinela à porta enquanto um garçom servia petiscos, revelando, atrás de um biombo elegante com pintura de paisagem em tinta nanquim, a silhueta de um homem sentado.
— A Srta. Anabela conseguiu a foto e já sabe que o senhor está vivo. Receio que Helena não terá mais noites tranquilas de sono. — Comentou a mulher parada ao seu lado.
Era Fernanda, agora com um visual renovado. Seus cabelos curtos deram lugar a fios longos, negros e lisos, embora o traje continuasse impecável e sóbrio, exalando a mesma competência de sempre.
O homem que degustava o chá com elegância era Ricardo. Vestia um terno cinza-escuro de três peças, cujo colete delineava sua cintura esguia, e a manga da camisa, levemente erguida, revelava parte de um relógio de aço que reluzia friamente sob a luz do ambiente. Seus dedos acariciavam a borda da xícara de porcelana, deixando o aroma do chá se espalhar pelo ar. Aquele perfil de contornos frios e definidos era idêntico ao do passado, mas algo em sua aura havia mudado sutilmente; parecia mais impenetrável.
Ele baixou os olhos, fitando o líquido límpido em sua xícara.
— A notícia sobre mim será suficiente para mantê-la ocupada por um tempo. Como está o andamento da aquisição da TO Tecnologia?
— Já estamos em negociação. — Respondeu Fernanda prontamente. — Provavelmente teremos um resultado depois de amanhã.
Ricardo pareceu ponderar, bebericando o chá lentamente, e o silêncio voltou a reinar no recinto. De repente, vozes vindas da copa romperam sua linha de raciocínio.
— Aquela beldade lá embaixo é mesmo irmã biológica do Sr. Vinícius?
— Como eu não sabia que a família Souza tinha uma herdeira?
— Foi o Vitor quem disse, a informação deve ser quente.
Eram garçons fofocando, tendo se esquecido da porta entreaberta. Assim que um deles percebeu a gafe e que ainda estavam no camarote, fechou-a imediatamente, devolvendo o silêncio ao recinto.
Ricardo travou por alguns segundos, pousando a xícara na mesa com uma hesitação incomum. Fernanda notou a mudança em sua postura e indagou:
— O senhor vai descer para ver a Sra. Luana?
Os lábios finos dele se comprimiram em uma linha rígida. Ele não respondeu, deixando a pergunta pairar no ar.
— Sim, terminei. — Concordou ela, pegando seu casaco e saindo lado a lado com o irmão.
No andar superior, Ricardo permaneceu imóvel atrás da balaustrada, observando a silhueta dela desaparecer de sua vista. Seus olhos transbordavam uma saudade reprimida e um desejo intenso, quase doloroso, que ele lutava para manter sob controle.
Enquanto isso, Vinícius conduziu Luana até a residência deles na Baía da Meia Encosta.
A família Souza possuía uma tradição, exceto pelas filhas casadas, os irmãos tinham suas próprias casas particulares. Apenas César e Yasmin, que enfrentavam um divórcio conturbado, residiam na mansão antiga. A Baía da Meia Encosta, contudo, era o refúgio privado de seus pais e de Vinícius.
— Minha menina!
Mal haviam cruzado a entrada do saguão, a Sra. Souza correu em direção a Luana, envolvendo-a em um abraço apertado e desesperado.
Luana paralisou por um instante, atordoada, mas logo enterrou o rosto na curva do pescoço da mãe. Toda a mágoa guardada e a saudade avassaladora vieram à tona naquele instante.
— Mãe... — Sussurrou ela, com a voz embargada.
A Sra. Souza pareceu sentir a tristeza profunda da filha. Sorrindo com ternura, acariciou as costas dela como se consolasse uma criança pequena.
— Calma, querida. A mamãe está aqui.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...