Naquela noite, a família se reuniu para um jantar íntimo. A Sra. Souza não parava de servir comida no prato de Luana, escolhendo cuidadosamente os melhores pedaços.
— Coma, minha menina. Precisa comer muito para crescer logo. — Disse ela com um sorriso inocente.
— Pode deixar, mãe. — Luana sorriu, assentindo docemente.
Ao lado delas, Danilo alimentava a esposa pacientemente, levando a colher à boca dela.
— Nossa menina já é adulta, querida, não precisa se preocupar tanto.
A Sra. Souza empurrou suavemente os talheres dele, fazendo um bico contrariado.
— Sei comer sozinha. A minha menina está aqui, tenho que dar o exemplo.
— Está bem, está bem. — Concordou Danilo prontamente, atendendo a todos os caprichos da esposa com uma devoção inabalável.
Observando a mãe feliz como uma criança, Luana se virou para o irmão e perguntou em voz baixa:
— Vinícius, como está o quadro dela? Houve alguma melhora?
— Às vezes ela tem momentos de lucidez, mas logo volta a esse estado. — Explicou Vinícius, mantendo o tom discreto. — Porém, com a intervenção medicamentosa, o humor dela tem se mantido estável.
Luana baixou os cílios, pensativa, digerindo a informação.
Após o jantar, uma empregada guiou Luana até seus aposentos. Era um quarto decorado com o requinte do estilo palaciano europeu, projetado pessoalmente pelo pai para aliviar a saudade que a mãe sentia da filha ausente. Embora tivesse ficado vazio por décadas, a limpeza e a manutenção eram impecáveis, como se esperassem por ela todos os dias.
Após arrumar suas malas, Luana foi até a varanda. A brisa noturna era fresca e, devido à altitude, era possível ver as luzes de néon da cidade cintilando ao pé da montanha como um mar de estrelas artificiais.
De repente, a tela do seu celular se iluminou. Havia uma nova mensagem.
Ao abri-la, deparou-se com uma foto enviada por um número desconhecido. Quando seus olhos focaram no homem da imagem, Luana estremeceu. Ela encarou a tela fixamente, com o olhar vidrado naquele rosto tão familiar e, ao mesmo tempo, estranhamente distante.
...
No dia seguinte, a imagem perturbadora impediu que Luana tivesse uma boa noite de sono. Danilo atribuiu o cansaço e as olheiras à estranheza de um ambiente novo e instruiu os empregados a acenderem, na noite seguinte, o incenso calmante que a mãe usava, garantindo que ajudaria a dormir.
Sem dar explicações sobre a verdadeira causa de sua insônia, Luana apenas sorriu e agradeceu:
— Obrigada, pai.
Terminada a refeição matinal, ela acompanhou o pai e o irmão até o casarão ancestral da família, onde residia o avô.
No carro, notando o nervosismo da filha, Danilo tentou tranquilizá-la:
Luana se voltou para o idoso no centro e fez uma reverência respeitosa.
— Vovô.
Em seguida, olhou para o tio e cumprimentou:
— Olá, tio César.
César apenas soltou um bufo nasal, recusando-se a responder. Sem esperar que os outros levantassem objeções ou criassem um clima pesado, Luana prosseguiu com educação:
— Imagino que os senhores sejam meus tios. Como acabei de chegar e não conheço suas preferências, não trouxe presentes de apresentação. Espero que possam me perdoar pela falta.
A mulher ergueu as pálpebras pesadas, sem parar de afagar o gato.
— Não trazer nada para nós, tudo bem. Mas visitar o próprio avô de mãos vazias? — Ela desviou o olhar para Danilo, destilando sarcasmo. — Danilo, essa é a 'boa filha' que você trouxe? Ela não conhece o mínimo de etiqueta?
Antes que Danilo pudesse explodir em defesa da filha, Luana tomou a palavra com calma e firmeza.
— Tia, a senhora tem razão ao me corrigir. Como sou recém-chegada e esta é minha primeira vez retornando à família Souza, de fato desconheço certas regras internas. — Ela fez uma pausa estratégica, sustentando o olhar da mulher com um leve sorriso. — No entanto, dada a magnanimidade e a bondade do vovô, tenho certeza de que ele não me repreenderia ou dificultaria as coisas só por causa da falta de um presente material. Acredito que o vovô não é uma pessoa mesquinha, é?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...