Luana surgiu na multidão de braços dados com Vinícius, deslumbrante num longo vestido de veludo azul-safira. O decote, preso por delicadas amarrações, deixava fitas de seda caírem sobre suas costas nuas, enquanto o corte acinturado e a saia fluida desenhavam com perfeição sua silhueta elegante.
Sua beleza dispensava o brilho de qualquer joia. Bastava sua presença ali, radiante e graciosa, para capturar todos os olhares, tornando impossível desviá-los.
Danilo ergueu sua taça, brindando com os convidados de honra.
— Sejam todos bem-vindos à recepção de retorno da minha filha. — Anunciou ele, com orgulho indisfarçável. — A Luana acabou de voltar a Macondo e ainda não está familiarizada com a cidade, então, peço a gentileza de cuidarem dela no mundo dos negócios daqui para a frente.
— Ora, Sr. Danilo, não diga isso. — Respondeu um dos convidados, sorrindo. — No futuro, é provável que sejamos nós a precisar da ajuda da Sra. Luana e do Sr. Vinícius.
— Contem com isso. — Garantiu Danilo, num tom jovial e franco.
Ao lado dele, Vinícius se virou para a irmã, admirando-a.
— Minha irmã é realmente linda. — Comentou ele, baixando o tom para uma brincadeira cúmplice. — Tenho que ficar atento para evitar que algum engraçadinho sem noção tente te levar.
Luana riu da proteção exagerada do irmão.
— Onde é que tem engraçadinho aqui, Vinícius?
— Nunca se sabe, é melhor prevenir. — Retrucou ele, fingindo seriedade.
Luana olhou ao redor, procurando um rosto específico entre os convidados.
— O vovô não veio? — Perguntou ela.
Vinícius hesitou por um instante, franzindo a testa com um ar pensativo, mas logo a atenção de ambos foi desviada. Alguém da casa ancestral havia chegado. Contudo, para a surpresa de alguns, apenas Emanuel compareceu. Com Soraia ainda fora da cidade a negócios, o restante da família brilhou pela ausência.
Emanuel não veio de mãos vazias, instruiu um auxiliar a entregar um presente a Luana.
— Obrigada, tio Emanuel. — Agradeceu ela, recebendo o gesto com cortesia.
— Somos família, Luana, não há necessidade de formalidades. — Respondeu Emanuel, com um sorriso contido. — O pai não estava se sentindo bem hoje e não pôde comparecer, então vim representá-lo.
Ele explicou apenas a ausência de Afonso, silenciando sobre os outros, mas Luana já imaginava o motivo daquele boicote silencioso. Antes que ela pudesse responder, Danilo se aproximou, intervindo na conversa com diplomacia.
— Não se preocupe, Emanuel. O simples fato de você nos dar a honra da sua presença já é uma grata surpresa. — Disse Danilo, acolhedor. — Não precisava se incomodar com presentes.
— Que isso, Danilo. Presentear minha sobrinha nunca é incômodo. — Replicou Emanuel.

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