Luana sentiu o ar faltar. A combinação do beijo intenso com o álcool a deixou mole em seus braços, entregue como se fosse feita de algodão.
Ricardo roçou o nariz no lóbulo da orelha dela, provocando arrepios, e seus lábios quentes percorreram a curva do pescoço dela numa indecisão torturante entre morder e beijar. Ao perceber a mão dela tateando em direção à máscara, ele a interceptou no ato, segurando seu pulso com firmeza.
— Me beija e já quer tirar minha máscara? — Provocou ele, com a voz rouca e baixa, vibrando contra a pele dela.
Luana franziu o cenho, recuperando um pouco da lucidez e tentando focar o olhar nele.
— Ricardo, por que está fingindo?
— Do que você me chamou? — Devolveu ele, cínico.
— Você...
Passos ecoaram na sala de estar, aproximando-se rapidamente da escadaria. Luana recolheu a mão num reflexo rápido e se afastou do abraço dele, alisando o vestido amassado para se compor antes que fossem vistos.
— Sr. Luciano, então é aqui que estava? — A voz de Emanuel soou, interrompendo o momento.
O nome usado pelo tio fez Luana estancar, surpresa.
— Sr. Luciano? — Repetiu ela, incrédula.
Emanuel alternou o olhar entre o homem mascarado e a sobrinha, ponderando a cena, mas Ricardo ajeitou os punhos da camisa com naturalidade impressionante e sorriu.
— Eu apenas procurava um lugar para descansar e, por acaso, encontrei a Sra. Luana. Parece que ela bebeu um pouco além da conta.
Luana o encarou, analisando a audácia da mentira. Emanuel soltou uma risada breve e fez as apresentações formais.
— Este é o Sr. Luciano Castro, de Cingapura. É meu convidado especial.
Luana teve vontade de rir. Estava óbvio que era o Ricardo, mas ele estava comprometido com o personagem.
— Ah, então é o Sr. Luciano. — Disse ela, entrando no jogo com ironia afiada. — Andando assim, furtivo, pensei que fosse algum malandro sem vergonha que não ousa mostrar o rosto.
Emanuel piscou, desconcertado com a franqueza agressiva da sobrinha, mas Ricardo não se ofendeu. Pelo contrário, o sorriso em seus lábios se alargou, divertindo-se com a provocação.
— É uma surpresa ver alguém tão jovem e com tal presença, Sr. Luciano. É natural de Cingapura?
— De certa forma. — Respondeu Ricardo, com voz calma e controlada. — Meu pai adotivo vive lá.
— E quem seria seu pai adotivo? — Indagou Danilo, curioso.
— Thiago Monteiro. Uso o sobrenome da minha mãe, Castro.
A expressão de Danilo se iluminou em reconhecimento imediato.
— Ah, o Sr. Thiago, cujos negócios cobrem metade do Porto do Presépio! Já ouvi falar muito dele e sabia que ele tinha um filho adotivo a quem tratava como sangue do seu sangue, mas jamais imaginei conhecê-lo pessoalmente aqui. Devo te agradecer por essa oportunidade ímpar, Emanuel.
— Somos todos família, Danilo, deixe de cerimônia. — Disse Emanuel, acenando com a mão num gesto despretensioso.
Vinícius, no entanto, permaneceu em silêncio durante toda a troca de gentilezas. Seus olhos estavam fixos no tal "Sr. Luciano", a dúvida estampada em sua postura rígida, claramente desconfiado daquela identidade conveniente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...
São quantos capítulos?...
Kd o capítulo 520???...
Quero ler o livro completo como faço?...
Ler o livro a partir do capitulo 561...
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