Amanda congelou, o choque estampado em seu rosto.
— Mãe, o que a senhora está dizendo? Quem faria uma coisa dessas? — Perguntou ela, a incredulidade misturada ao horror.
Sofia soltou um riso amargo, desprovido de qualquer alegria.
— Quem mais poderia ser? Eu pensei... ingenuamente pensei que, se ele visse minha vida em risco, se arrependeria. Que a preocupação com a mãe falaria mais alto. Eu estava disposta a não culpá-lo pela escolha que fez. Mas, no fim, ele conseguiu me decepcionar mais uma vez.
Ao ouvir aquele desabafo, as peças se encaixaram na mente de Amanda, embora a realidade fosse difícil de aceitar.
— É o Henrique? — Sussurrou ela, com a voz trêmula. — Como ele pôde? A senhora é a mãe dele!
Sofia respirou fundo, tentando controlar a dor que ia muito além da física.
— E por que mais seria? Tudo por causa daquelas malditas ações. Eu não planejava entregar a Sinar Medical para ele, não por egoísmo, mas porque o Henrique não tem o menor talento para os negócios. Além disso, ele tem ao lado aquela Helena, que sempre cobiçou o patrimônio da família Ferraz. Infelizmente, meu filho não entendeu minha intenção. Mesmo que ele nunca realizasse nada na vida, se apenas se mantivesse honesto e quieto, o que eu deixaria para ele garantiria o conforto de sua família por gerações. Talvez... talvez eu nunca o tenha conhecido de verdade, ou falhei em entender o que ele pensava.
Amanda se levantou para ajustar os travesseiros, ajudando Sofia a se recostar melhor na cabeceira da cama.
— A senhora acha que a Helena o influenciou a fazer isso? — Perguntou, tentando encontrar uma justificativa para a atitude do cunhado.
— Não importa de quem foi a ideia, o resultado é o mesmo. Agora enxergo a situação com clareza. — Respondeu Sofia, resignada. Em seguida, segurou a mão de Amanda com carinho. — Amanda, você é a filha mais velha da família Frota, mas dedicou anos de sua vida à família Ferraz. Eu realmente a considero como minha filha. Mas preciso saber... você me culpa por ter insistido tanto no casamento do Ricardo com a Luana?
O rosto de Amanda enrijeceu por um instante. Ela baixou os olhos, incapaz de encarar a sogra imediatamente.
— Já é passado, mãe. Não faz sentido guardar rancor agora.
Sofia sorriu, compreensiva.
— Essa resposta significa que você guardou mágoa, sim.
— Mãe...
— Eu sei que você só queria proteger o Ricardo. — Interrompeu Sofia, com suavidade. — Mas depois do que aconteceu em Riviera, todos vimos a escolha dele. As crianças cresceram, Amanda. Nós, como mães e avós, não podemos mais protegê-los como se fossem incapazes. Eles têm seus próprios caminhos, suas próprias buscas. Às vezes, precisamos saber a hora de parar. Caso contrário, acabamos como eu e o Henrique... com um abismo intransponível entre mãe e filho.
Os olhos de Amanda se encheram de lágrimas. Ela virou o rosto para esconder a emoção.
— Mas agora não adianta mais falar disso... é tarde demais.
— Como assim tarde demais? — Sofia apertou a mão dela, um brilho enigmático no olhar. — O Ricardo não morreu, querida.
— E o que a traz aqui? Aconteceu alguma coisa?
Sempre direta e transparente, Rita não fez rodeios.
— Na verdade, foi o tio Carlos que pediu para eu vir. Ele quer te convidar para almoçar ou jantar, disse que precisa conversar sobre um assunto, mas não me adiantou o que é. Acho que, como ele nunca te viu pessoalmente, quer aproveitar para estreitar os laços, te conhecer melhor.
Ao ouvir aquilo, Luana baixou os olhos, escondendo a sombra que passou por seu olhar. Rita confiava cegamente em Carlos, mas para Luana, aquele homem era o principal suspeito de ter orquestrado o "acidente" que vitimou sua mãe. A ingenuidade de Rita era tocante, mas também perigosa. Se um dia ela descobrisse a verdadeira face do tio que tanto admirava, o choque seria devastador.
— Entendi — Respondeu Luana, recompondo-se. — Tudo bem, eu aceito. Mas só posso ir depois do expediente.
— Sem problemas! Vou avisar ao tio Carlos agora mesmo. — Rita assentiu, animada.
Às quatro da tarde, Luana conseguiu sair mais cedo do trabalho. Rita havia enviado a localização. Era um restaurante especializado em culinária do sudeste asiático, próximo ao parque.
Quando Luana entrou no estabelecimento, avistou Rita e Carlos já acomodados à mesa. Ao vê-la, Rita acenou vigorosamente, cheia de alegria.
— Luana! Aqui!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...