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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 6

— Você já é adulta, Luana. Ainda vai perder tempo discutindo com uma criança? — A voz de Ricardo saiu carregada de reprovação.

O choque tomou conta dela. Não era surpresa ele não acreditar, mas a parcialidade escancarada com que defendia o garoto a feriu mais do que gostaria de admitir. O calor subiu aos olhos e as lágrimas ameaçaram transbordar, porém, ela as engoliu com força.

— Eu não empurrei ele! — Luana afirmou, com a voz firme, mas carregada de dor.

Ricardo soltou um riso frio.

— Então, segundo você, uma criança de poucos anos resolveu se jogar no chão para te incriminar?

O coração dela estremecia a cada palavra. Sabia que ele não acreditaria, por isso não conseguia entender por que ainda tentava se explicar. Baixou os olhos, buscando respirar fundo e recuperar o controle.

— Foi apenas má sorte cruzar o caminho de vocês hoje. Satisfeito agora? — Ela disse, virando-se para ir embora.

— Pare aí.

Ela obedeceu, mas manteve as costas para ele.

— O Leo é só uma criança. Não precisa brigar com ele. — O tom dele suavizou por um instante, embora continuasse carregado de autoridade. — Peça desculpas para o Leo.

— Ricardo, não precisa... — Vanessa interveio de forma apaziguadora, tentando defendê-la.

Ele lançou um olhar gelado para ela.

— Quem faz algo errado deve pedir desculpas.

Luana fechou os punhos com tanta força que as unhas quase perfuraram a pele, mas não parecia sentir a dor. Lentamente, virou-se para encará-lo nos olhos. Sem desviar o olhar, apontou para a câmera de segurança presa ao poste mais próximo.

— Bela Vista está cheio de câmeras. Antes de bancar o justiceiro, por que não olha as gravações? Se nelas aparecer que errei, pedirei desculpas. Mas, se não for culpa minha, esqueça essa ideia. — Luana declarou com firmeza.

Sem esperar resposta, ela deu meia-volta e saiu.

O peito de Ricardo se fechou em um aperto repentino, e seu rosto escureceu.

Ao ouvir a referência às câmeras, Vanessa sentiu o pânico crescer. Não podia, de forma alguma, permitir que ele fosse verificar. Agarrou o braço dele rapidamente.

— Ricardo, deixa para lá. O Leo não se machucou, e tenho certeza de que a Dra. Luana não fez nada de propósito. — Sem lhe dar tempo para pensar, Vanessa mudou de assunto. — O Leo vai acabar se atrasando. É melhor irmos logo.

Ele soltou o braço e respondeu de forma seca:

— Já avisei a diretora. Leva o Leo até lá. Ela vai lidar com a situação. Tenho uma reunião.

Virou as costas e se dirigiu direto ao carro.

Vanessa permaneceu parada, observando o veículo se afastar, com as mãos tensas. Só então percebeu que ainda segurava o braço de Leonardo com força.

— Mamãe, está doendo. — Reclamou o menino, tentando se soltar.

Ela recobrou a consciência do que estava fazendo, se agachou diante dele e segurou seus ombros, os olhos refletindo uma mistura sombria de satisfação e cálculo.

— Leo, você se saiu muito bem desta vez. Estou orgulhosa.

— É mesmo? — Perguntou ele, piscando confuso.

Não entendia muito bem a situação, mas já aprendia que receber elogios da mãe significava que havia feito algo que a deixava feliz.

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