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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 65

A noite já havia se instalado, e lá fora as luzes de néon cintilavam sem parar, lembrando o céu de uma cidade em festa.

Do seu quarto, Luana, sentada de pernas cruzadas sobre a cama, mantinha os olhos fixos no notebook enquanto organizava o plano cirúrgico para o dia seguinte.

O toque súbito do celular interrompeu sua concentração. Era Luiz ligando.

Assim que atendeu, antes mesmo de conseguir dizer qualquer palavra, a voz cheia de entusiasmo dele preencheu a linha:

— Luana! Você não esqueceu que depois de amanhã é meu aniversário, né? Vai vir com o Ricardo?

Ela permaneceu em silêncio por alguns segundos, voltando o olhar para o canto da tela do computador, onde viu a data. 10 de junho. O tempo parecia escapar sem que percebesse.

— Não esqueci. — Um leve sorriso surgiu em seus lábios enquanto abaixava o olhar. Depois, Luana respirou fundo antes de acrescentar. — Só não posso garantir se o Ricardo vai conseguir ir.

Luiz estava prestes a responder quando uma voz mais grave e imponente tomou conta da ligação. Douglas havia arrancado o celular das mãos do filho.

— Luana, eu e sua mãe estamos preparando uma festa para o aniversário do seu irmão. Você e o Ricardo têm que vir. Não é convite, é obrigação! Ele precisa segurar a barra pelo seu irmão.

De fundo, Luiz protestou, um pouco constrangido:

— Pai, o senhor não acha que está colocando a Luana numa situação complicada?

— Você não entende nada, moleque! — Retrucou Douglas.

Luiz retomou o celular e se afastou até a porta, garantindo que não houvesse mais barulho ao redor. A voz dele voltou mais calma, quase em tom de desculpa:

— Luana, não liga para o que o papai disse. Se o Ricardo não puder ir, tudo bem. Para mim, basta você estar lá.

— Tá bom. — Respondeu Luana, com uma voz ligeiramente rouca.

Após desligar, ela ficou encarando a tela do telefone por um longo tempo, como se essa simples palavra "aniversário" tivesse puxado lembranças já meio apagadas.

Desde os oito anos, não celebrava sequer um único aniversário seu. Mas, naquele momento, pensava apenas que não queria, de jeito nenhum, desapontar Luiz.

Pegou o celular e começou a digitar uma mensagem para Ricardo. Escreveu, apagou e reescreveu várias vezes, tentando encontrar um tom que não soasse forçado, até que, enfim, enviou. A resposta, porém, não veio. A mensagem desapareceu no silêncio, como uma pedra lançada ao mar.

Sem se prender a isso, largou o celular no canto e voltou ao trabalho.

Na manhã seguinte, ao sair do quarto já pronta para o hospital, cruzou inesperadamente com a figura de Ricardo na sala. Por um instante, ficou sem reação.

Maria, que sempre cuidava da casa, havia tirado folga naquele dia.

Luana se aproximou, mordendo discretamente os lábios.

— A que horas você chegou?

— Meia-noite. — Ele estava sentado à mesa, folheando uma revista, com um café da manhã servido diante de si.

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