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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 663

— Cem mil reais. Até que foram generosos. — Comentou Ricardo, sem demonstrar grande interesse. Ele já desconfiava de quem estava por trás daquela armação. — Vocês descobriram algo novo sobre o acidente de carro?

Fernanda balançou a cabeça em negativa.

— Ninguém além do motorista da Sra. Sofia tocou naquele veículo. Ah, a Sra. Amanda também dirigiu o carro antes do ocorrido e não notou nenhuma falha mecânica. O problema é que o motorista faleceu na batida. Eu investiguei todas as contas bancárias da família dele. Tirando a pensão que o senhor Alexandre pagou após a tragédia, não há nenhum depósito suspeito.

Sofia confiava apenas naquele funcionário, que trabalhava para ela há mais de dez anos. Se o homem tivesse sabotado o próprio veículo, Fernanda não conseguia entender o motivo. Por que alguém com pais idosos e filhos pequenos sacrificaria a própria vida?

"Seria por dinheiro?", pensou a assistente.

No entanto, os extratos bancários da família eram claros e não mostravam nenhuma quantia exorbitante.

Ricardo voltou o olhar para a janela do carro. A expressão em seu rosto era sombria e carregada de preocupação.

— Ah, tem mais um detalhe. — Fernanda hesitou por um longo momento antes de encarar o chefe. — O José propôs um casamento por interesse entre o Sr. Bernardo e a Srta. Anabela. E o Sr. Henrique deu a bênção...

...

Durante o jantar, Luiz quebrou o silêncio de forma repentina.

— Luana, faltam só dois meses para as festas de fim de ano. Você... vai passar a virada em Macondo ou aqui em Oeiras?

Luana tomou um gole da sopa quente e ergueu o rosto.

— Se você não se importar, pode viajar comigo para Macondo. O meu pai e o meu irmão vão adorar receber você por lá!

Luiz ficou paralisado por um instante e, logo em seguida, abaixou a cabeça, parecendo chateado.

Percebendo o desconforto do rapaz, Luana deixou a tigela sobre a mesa e tratou de confortá-lo.

— Não esqueci dos nossos pais. Eles podem não ser do meu sangue, mas esta casa é o lugar onde eu cresci. Você deve achar que eu vou me afastar só porque encontrei a minha família biológica. Mas, além do Vinícius, você também é o meu único irmão.

— Não acho que a gente vai se afastar. — Respondeu Luiz, apertando o garfo com força. — Só sinto que sou um inútil. Eu sempre causei problemas para você no passado. Às vezes, eu penso que foi bom você ter voltado para a sua verdadeira família. Lá, você não perde tempo comigo e pode ter uma vida muito mais leve e feliz do que aqui.

— Bernardo! — Interrompeu Luana, assustada. Ela espalmou as mãos nos ombros dele para empurrá-lo e manter uma distância segura. Um sorriso forçado e educado surgiu nos lábios dela. — Eu já sei de tudo. Você não precisa me dar nenhuma explicação.

— Você ainda se recusa a me perdoar. — O olhar de Bernardo transbordava mágoa, e um sorriso amargo marcou o seu rosto. — Faz sentido. No fim das contas, machuquei você de forma indireta. Mas essa nunca foi a minha intenção. Durante todo este ano, eu também não consegui me perdoar. Me arrependo demais.

Em um impulso, ele agarrou o pulso dela. Diante daquele estado emocional alterado, Luana teve medo de reagir de forma brusca e piorar a situação. Como estava sozinha em casa, ela temeu que ele perdesse a razão. A única saída era tentar acalmá-lo com jeito.

— O meu pulso está doendo. Você pode me soltar, por favor?

Ao notar a palidez no rosto de Luana, ele afrouxou o aperto no mesmo instante.

— Me desculpe. Machuquei você?

Ela recolheu o braço na mesma hora e forçou outro sorriso.

— Que tal a gente conversar em outro momento? Um dia em que eu estiver mais livre.

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