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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 681

Às sete horas da noite, Luana chegou à entrada do salão onde ocorria o evento beneficente. Ela vestia um elegante casaco de pele tom vermelho-bordo sobre um longo vestido sereia de veludo preto. Em meio àquela multidão reluzente e sofisticada, sua presença se destacava de forma única, atraindo os olhares de todos os presentes.

Assim que pisou no salão, Luana começou a varrer o ambiente com os olhos, procurando pela figura de Ricardo. Antes que pudesse localizá-lo, a voz estridente de Anabela ecoou bem ao seu lado, carregada de espanto:

— Luana? O que você está fazendo aqui?

A presença dela era a última coisa que a jovem esperava naquela noite. Embora o evento fosse divulgado como um coquetel beneficente, a recepção era restrita a poucos convidados, sendo, na verdade, uma armadilha planejada por seu pai e pela família Marques para encurralar Ricardo. Luana sequer constava na lista de convidados.

Um calafrio percorreu a espinha de Anabela, que logo começou a se alarmar.

"Será que ela veio atrás do Ricardo?", pensou ela, tomada pela apreensão.

Sob hipótese alguma ela permitiria que aquela intrusa arruinasse os planos de sua família.

Ao redor, alguns convidados começaram a cochichar, apontando em direção a Luana de forma discreta.

— Aquela ali é a Luana? A esposa do Sr. Ricardo?

— Mas o irmão dela não foi detido por suspeita de estupro? Como ela ainda tem coragem de aparecer em público desse jeito?

Ao ouvir os comentários maliciosos das pessoas próximas, o semblante de Anabela se desfez em um sorriso desdenhoso. Ela deu um passo à frente, elevando o tom de voz para que todos ouvissem:

— Pois é, Luana. Eu realmente não esperava que você tivesse tanto descaramento de vir atrás do Ricardo. Ele já se divorciou de você, mas parece que você simplesmente não aceita e continua rastejando atrás dele.

As fofocas se espalharam pelo grupinho de socialites ao lado.

— O senhor Ricardo se divorciou dela?

— E eu pensando que ele era perdidamente apaixonado por ela! Pelo visto, os boatos eram falsos e ela é quem vive correndo atrás dele como uma obcecada.

Anabela ergueu o queixo, exibindo uma expressão de pura soberba. Ela saboreava aquele momento, desejando ver Luana passar por uma humilhação pública perante todos. Diante de tantas provocações, Luana não demonstrou a menor irritação. Pelo contrário, soltou um sorriso sereno antes de responder com tranquilidade:

— Na verdade, eu não vim atrás dele. Estou aqui para falar com a sua mãe.

O sorriso vitorioso no rosto de Anabela congelou de imediato.

— O que você quer dizer com isso? — Questionou ela, desconfiada.

— O que foi? Sua mãe está com vergonha de aparecer para me receber? — Luana arqueou uma das sobrancelhas, adotando um tom de deboche elegante. — Mas não se preocupe, eu mesma posso ir procurá-la. Não há o menor problema.

— Pare bem aí! — Anabela deu um passo à frente, bloqueando o caminho de Luana com indignação. — Quem você pensa que é? Acha mesmo que minha mãe está disponível para atender qualquer uma que aparece?

— Eu sou a sua cunhada. — Rebateu Luana, com uma calma que desarmava a outra.

— Vocês já se divorciaram!

— O divórcio ainda não foi homologado perante a lei. — Respondeu Luana, mantendo o sorriso impassível no rosto. — Portanto, de acordo com as regras, ainda sou a sua cunhada.

Anabela trincou os dentes, rindo de puro nervoso.

— Eu nunca imaginei que você pudesse ser tão cara de pau!

Luana assentiu levemente, sem perder a postura.

— É o que acontece quando a gente convive muito tempo com o seu primo. A gente acaba aprendendo.

Luana apenas a encarou em silêncio, analisando cada reação da mulher. Ao mencionar Wellington, Luana percebeu que Helena sabia exatamente ao que ela estava se referindo. O nervosismo da tia com o evento era evidente.

"Será que ela teme que eu cause um vexame que manche sua reputação, ou existe algo muito mais grave oculto por aqui?", cogitou Luana, desconfiada.

Ela lançou mais um olhar atento pelo salão. O número de convidados era reduzido, não chegando sequer à metade do círculo social influente de Oeiras, e muitos rostos ali eram desconhecidos. Se aquele fosse de fato um grande banquete beneficente promovido pela família Ferraz, seria impossível que Alexandre não estivesse presente. No entanto, até aquele momento, ela só havia cruzado com Helena e Anabela.

Esclarecendo suas dúvidas, Henrique surgiu no salão acompanhado pela família Marques. Ele caminhava sorridente, engajado em uma conversa animada com o patriarca daquela família, enquanto Joaquim, Janice e Bernardo vinham logo atrás, mantendo uma postura mais reservada.

Naquele exato instante, as peças se encaixaram na mente de Luana. Tratava-se de um evento fechado, organizado exclusivamente entre eles e a família Marques.

Ao avistar Luana no meio do salão, Bernardo hesitou, interrompendo os passos por um instante. Sua mãe, Janice, notou a reação do filho e alternou o olhar entre ele e Luana, com uma expressão indecifrável no rosto.

Henrique também se mostrou surpreso ao vê-la ali, mas logo tratou de vestir sua máscara de simpatia hipócrita, aproximando-se com um sorriso forçado.

— Ora, Luana! Que surpresa ver você por aqui. O que te traz ao nosso evento? Veio atrás do Ricardo, por acaso?

— Que Ricardo nada! Ela veio falar comigo. — Interrompeu Helena de pronto, segurando o braço de Luana com firmeza. — Luana, você mesma disse que tínhamos assuntos pendentes. Vamos conversar lá fora agora mesmo.

A pressa de Helena em tirá-la dali era evidente, como se a presença dela no salão representasse uma ameaça real. Diante daquela insistência, a desconfiança de Luana só aumentou.

"Ricardo jamais me atrairia para este lugar sem um propósito muito claro, e muito menos deixaria de aparecer. Esse desespero todo da Helena para me mandar embora... será que há alguma armadilha sendo preparada neste exato momento?", pensou Luana, atenta aos detalhes.

Foi naquele momento de tensão que uma jovem de aparência delicada e elegante cruzou o portal do salão, chegando com um leve atraso.

Ao colocar os olhos nela, Luana sentiu um baque de surpresa. A recém-chegada não apenas compartilhava traços físicos muito semelhantes aos seus, mas também vestia uma réplica idêntica do vestido de gala que Luana havia usado dois anos antes, no banquete de aniversário da vovó Sofia. Até mesmo o penteado e os acessórios pareciam uma cópia fiel de sua antiga imagem.

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