Na manhã seguinte, o sol já banhava a sala de jantar quando Luana e Luiz se sentaram para tomar o café. O barulho das louças foi interrompido pela campainha. Com um suspiro de tédio, Luiz abandonou a faca e o garfo sobre a mesa e foi atender a porta.
A expressão do rapaz se transformou em desgosto puro ao dar de cara com Sebastião.
— O que você...
— Sra. Luana, cheguei! — Anunciou Sebastião em plenos pulmões, cortando a frase de Luiz ao meio. Ele foi entrando no apartamento com a folga de quem era o dono do lugar. — Com licença, abre caminho aí, garoto.
Luiz revirou os olhos com indignação.
"O cara era só o segurança do Ricardo, mas agia como se fosse o dono da família!", pensou ele, fervendo de raiva.
Alheia ao atrito na porta, Luana descascava um ovo cozido com toda a calma do mundo.
— E então? Quais são as novidades de hoje? — Perguntou ela.
— Acabei de receber um aviso do pessoal da delegacia. A Sra. Helena foi fazer uma visita para o Wellington na carceragem. — Sebastião puxou uma cadeira e sentou à mesa sem a menor cerimônia.
Para piorar a situação, ele pegou o prato que Luiz estava usando e se serviu de pão de queijo e frios.
Luiz voltou para perto da mesa e quase explodiu.
— Você não tem um pingo de noção, não é? Esse é o meu prato! Você é visita e eu sou o dono da casa, caso não tenha notado!
Sebastião apenas acenou com a mão no ar, dispensando a reclamação como se não fosse nada.
— Ah, deixa de frescura, moleque. Somos homens, não precisa desse drama todo. Na minha época de quartel, a gente dividia até as roupas sujas no acampamento militar. Essa coisa de "meu" e "seu" não tá com nada.
— Mas eu...
— Fica quieto que estou conversando de negócios com a sua irmã. Vai sentar ali no sofá, vai. — Interroupeu Sebastião.
Ele ainda teve a audácia de empurrar Luiz de leve para o lado ao terminar a frase.
Luiz estava a um fio de perder o controle e partir para cima dele. Vendo a cena cômica, Luana não conseguiu segurar um sorriso compreensivo. Depois de fazer um sinal para o irmão se acalmar e entregar uma louça limpa para ele, ela retomou o foco do assunto principal.
— Era óbvio que a Helena iria atrás dele. — Analisou Luana, pensativa. — A opinião pública na internet virou o jogo completamente a nosso favor. Se o Wellington não quiser apodrecer na cadeia sozinho, ele vai arrastar a Helena para o buraco junto com ele.
Quando Helena armou toda a farsa com Wellington para destruir a vida de Luiz, a possibilidade de uma traição nem passou pela cabeça da vilã. Ela tinha certeza de que o segredo da "gravidez" seria o seu escudo perfeito. Se o plano tivesse dado certo, Luiz estaria atrás das grades com o rótulo imperdoável de estuprador. Mesmo que Luana descobrisse quem era a verdadeira mandante do crime, Helena usaria a questão da gravidez para chantageá-la sem qualquer piedade.
Helena cruzou as portas da delegacia com uma expressão fechada e sombria. Seu motorista particular, que a aguardava encostado no veículo, percebeu a tempestade se armando no rosto da patroa e correu para abrir a porta do carro.
Assim que se jogou no banco traseiro, ela arremessou a bolsa cara para o banco do lado, cuspindo as palavras com ódio puro:
— Aquele lixo! Quem ele pensa que é para tentar me ameaçar?!
O motorista ajustou o espelho retrovisor e tentou apaziguar a situação com cautela.
— Sra. Helena, com todo o respeito, aquele moleque tem cara de bandido. Se ele tentar alguma gracinha contra a senhora, a gente contrata uma equipe de relações públicas e joga toda a culpa nele. Ele já está com um pé na cadeia mesmo, a imprensa nunca vai dar ouvidos a um marginal desses.
A respiração agitada de Helena começou a desacelerar à medida que a lógica do funcionário fazia efeito. Ela alisou a própria roupa, recuperando aos poucos a sua habitual frieza calculista.
— Tem razão. No dia em que fomos conversar para fechar o acordo, garanti que ele deixasse o celular longe de mim. Não existe nenhuma gravação. Ele pode gritar para o juiz que dei a ordem, mas não tem uma única prova para sustentar a história.
— Exatamente, Sra. Helena. Para lidar com essa escória da sociedade, temos um arsenal de opções disponíveis. Um joão-ninguém feito ele jamais conseguiria bater de frente com o seu poder e influência.
Embalada pelos elogios servis do motorista, Helena girou a pulseira de esmeraldas no pulso. Um sorriso perverso e satisfeito se desenhou em seu rosto.
— Já que esse imbecil decidiu cuspir no prato que comeu, vou ter o maior prazer em mostrar a ele qual é o preço de cruzar o meu caminho.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...