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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 692

Passados alguns dias, a equipe de advogados de Helana agiu com uma rapidez impressionante.

Como era de se esperar, eles conseguiram livrar a cara dela de qualquer envolvimento no caso de Wellington, apresentando até mesmo supostas provas para sustentar a defesa. Wellington continuava batendo na tecla de que tudo havia sido arquitetado por Helana, chegando ao ponto de chamar o gerente como testemunha na delegacia.

Para a surpresa dele, no entanto, o depoimento do gerente não fez uma única menção ao nome da mulher. Só então Wellington sentiu na pele o desespero de ser acusado de forma injusta. Ele estava encurralado, sem ter a quem recorrer e sem uma única pessoa disposta a depor a seu favor.

Naquela manhã, Luiz voltou ao escritório. Assim que pisou na empresa, os colegas começaram a cochichar pelos cantos, trocando olhares curiosos.

— O que será que rolou de verdade entre ele e o Wellington? — Uma funcionária perguntou em voz baixa, apoiando-se na divisória.

— O Wellington puxou o tapete dele, né? Quem diria que logo ele fosse um cara de duas caras. — Outro rapaz respondeu com desdém.

— Para mim, isso tudo é dor de cotovelo porque a Joyce gosta do Luiz. O Wellington não engoliu essa história. Qual outro motivo ele teria para jogar tão sujo assim?

O grupo de fofoqueiros balançava a cabeça em reprovação. Com a reviravolta na história, Wellington havia se transformado no vilão da vez, rotulado por todos como um verdadeiro agressor. A revolta geral da equipe agora estava toda direcionada a ele.

Luiz mal teve tempo de se acomodar em sua cadeira quando Joyce apareceu de surpresa.

— Luiz! — Ela carregava uma sacola de padaria recheada de quitutes, colocando tudo sobre a mesa dele com um sorriso largo. — Eu sabia que você era inocente! Parabéns por estar de volta!

O rapaz piscou, um pouco confuso com a abordagem inesperada, e ergueu o olhar para ela.

— Poxa, obrigado. Quanto deu o lanche? Me passa o seu número para eu te fazer um Pix. — Ele já estava com o celular na mão, destravando a tela do banco.

Joyce ficou paralisada por alguns instantes. O sorriso dela despencou, dando lugar a um bico de frustração pura.

— É um presente meu para você! Eu não quero o seu dinheiro! — Ela retrucou, indignada.

"Será que esse cara é cego? TEu trago um agrado para ele e ele ainda não sacou as minhas intenções!", pensou ela, fervendo de raiva com a lerdeza do colega.

Luiz deu um sorriso sem graça, coçando a nuca.

— Ah... obrigado, de verdade. Mas eu não gosto de ficar devendo favores. Na próxima, o café é por minha conta.

— A gente vê isso depois! — Joyce deu as costas e saiu batendo o pé, bufando de irritação.

Uma colega que observava a cena da mesa ao lado inclinou-se na direção dele e sussurrou:

— Luiz, você é muito lerdo. Até hoje não percebeu que a Joyce está a fim de você? Ela se arruma toda e você nem nota a coitada.

Ele preferiu não responder em voz alta. Suspirou fundo, sentindo um certo cansaço com a situação. "Eu não sinto nada por ela. Só porque a garota gosta de mim, sou obrigado a dar trela e aceitar?", refletiu ele, voltando a focar na tela do computador.

Longe dali, o clima era de negócios. Liliane havia indicado uma advogada de muito prestígio para Luana. As três se reuniram em uma cafeteria charmosa no centro da cidade para discutir os detalhes do caso de Wellington. O objetivo de Luana não era apagar os erros que Wellington havia cometido, mas sim garantir que Helana perdesse o processo de difamação e pagasse por suas mentiras.

Liliane concordou com um aceno de cabeça, oferecendo uma solução logo em seguida:

— Quer que eu deixe os meus seguranças com você por um tempo?

Luana soltou uma risada leve, achando graça do instinto protetor da amiga.

— O Sebastião já dá conta do recado. Se eu começar a andar com uma equipe inteira atrás de mim, aí sim as pessoas vão suspeitar de algo. — Ela fez uma pausa e mudou o foco da conversa. — E o Valentino? Faz dias que não vejo ele por aí.

O simples fato de ouvir o nome de Valentino fez Liliane travar. Ela baixou os olhos, voltando a mastigar a ponta do canudo de plástico.

— Ah, ele deve ter voltado para a casa dele. — A resposta saiu seca, quase num sussurro.

Luana estreitou os olhos, percebendo o clima estranho, e decidiu sondar.

— Aconteceu alguma coisa entre vocês dois?

— Como assim "entre nós dois"? A gente não tem nada, então não tem como ter acontecido alguma coisa! — Liliane rebateu na defensiva. O rosto dela demonstrava uma frustração clara e dolorida.

Luana captou a tristeza passageira no olhar dela, mas preferiu não cutucar a ferida. Apenas abriu um sorriso compreensivo e guardou o silêncio para si. No fundo, ela sabia que não deveria se meter. Por mais que os achasse um casal perfeito, forçar uma aproximação não traria felicidade para nenhum dos lados. O melhor era deixar que as coisas seguissem o rumo natural, confiando no tempo e no destino.

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