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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 698

Assim que os membros da família Marques foram embora, após acertarem os últimos detalhes do noivado, o mordomo entrou no escritório com passos hesitantes.

— Senhor Henrique, a senhorita Anabela não voltou para casa a noite passada inteira. Nossos seguranças a localizaram, mas ela estava...

O rosto do Henrique escureceu no mesmo instante, revelando uma expressão pesada.

— Onde ela estava? — Perguntou ele, com a voz grave.

— Num quarto de hotel no centro, acompanhada de... — O funcionário engoliu em seco, sem coragem de terminar a frase.

Henrique não precisou de mais palavras para entender o recado. Ele sabia muito bem que tipo de aproveitadores rondavam sua filha. Longe de ser um homem preso a moralismos antiquados, ele considerava que adultos podiam se divertir e ter seus casos, desde que mantivessem a discrição. Se não houvesse escândalo para manchar o nome da família, ele fecharia os olhos sem pestanejar.

O problema era a audácia de cometer um deslize desses às vésperas de uma união tão importante para os negócios.

Lutando para conter a fúria que fervia no peito, Henrique cerrou os punhos.

— Mande os seus homens buscarem aquela garota agora mesmo! — Ordenou com aspereza. — E tenha certeza de que nenhum jornalista tire fotos disso.

— Como o senhor desejar. — Concordou o mordomo, curvando a cabeça antes de se retirar às pressas.

...

Quando o carro da família Ferraz parou em frente ao hotel, Anabela passava pelas portas automáticas da recepção e deu de cara com a equipe enviada por seu pai. Pouco tempo depois, ao cruzar a porta de casa, ela encontrou o olhar fuzilante de Henrique a esperando na sala de estar.

Sem se deixar intimidar pela tensão no ambiente, ela jogou a bolsa no sofá com desdém.

— Sei o caminho de volta, pai. Precisava fazer todo esse espetáculo para me buscar? — Provocou ela, com um tom de voz arrastado e indiferente.

— Olhe para o seu estado! Imagina se as pessoas te veem assim, que vergonha seria para todos nós! — Esbravejou Henrique.

Na reta final dos preparativos para o noivado, ele não admitiria um único erro capaz de arruinar a aliança estratégica que estava prestes a firmar.

A garota soltou uma risada irônica, cruzando os braços.

— Nós nem nos casamos ainda. Se o Bernardo pode desfilar com outras mulheres por aí, qual é o problema de eu ir para a cama com outros homens?

— Cale a boca!

Inconformada com a situação, Liliane invadiu o escritório da empresa sem se importar em ser anunciada.

— Ricardo, o que está acontecendo? — Disparou a mulher, apoiando as mãos na mesa do diretor. — Aquele papo de separação não passava de uma estratégia! Como vocês tiveram a coragem de assinar os papéis de verdade?

Fernanda, que acompanhava a reunião no canto da sala, desviou o olhar para o homem à sua frente, aguardando a resposta. Indiferente ao caos que se formava ao seu redor, Ricardo continuou a revisar os contratos espalhados sobre a mesa. Sua caneta deslizava pelo papel sem interrupções.

— Qual é o motivo de tanto choque? — Questionou ele, sem sequer se dar ao trabalho de erguer o rosto.

— Como eu poderia não estar em choque? — Liliane contornou a mesa a passos largos, parando bem ao lado da cadeira dele. — Vocês superaram crises piores e continuaram juntos. E agora, do nada, decidem jogar o casamento no lixo? Ainda mais sabendo que a Luana está grávi...

As palavras morreram em sua garganta. Liliane levou as duas mãos à boca em um movimento brusco, arregalando os olhos em desespero.

"Droga! Falei o que não devia.", pensou ela, tomada por um arrependimento genuíno.

O som áspero do papel sendo virado cessou na mesma fração de segundo. Ricardo congelou no lugar. Com extrema lentidão, ele levantou a cabeça e fixou um olhar gélido na garota ao seu lado.

— Sabendo que ela está o quê? — Perguntou ele, cada sílaba carregada de uma pressão esmagadora.

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