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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 701

O fim de tarde trouxe consigo um céu carregado e escuro.

Na sala de jantar, Helena já perdia a paciência após esperar um bom tempo sem qualquer sinal de Anabela para a refeição. Irritada, ordenou que o mordomo subisse para chamá-la, mas o funcionário permaneceu imóvel, hesitando em cumprir a ordem.

— Eu não mandei você ir chamá-la? — Questionou Helena, erguendo o olhar com severidade.

O mordomo pigarreou antes de responder com cautela.

— Sra. Helena, a Srta. Anabela não parecia nada bem quando chegou em casa hoje mais cedo. O semblante dela estava muito estranho.

Helena revirou os olhos, convencida de que a filha estava apenas fazendo mais uma de suas birras. Ela já sabia que Bernardo a havia deixado sozinha durante a prova do vestido de noiva naquela tarde.

— É só um contratempo bobo e ela já faz esse drama todo. — Resmungou Helena, voltando a atenção para a mesa.

Um grito agudo e aterrorizante ecoou do andar de cima, cortando o silêncio da casa. O som fez o sangue de Helena gelar. Sem pensar duas vezes, ela largou os talheres sobre a mesa e disparou escada acima, com o coração batendo descompassado.

— Fica longe de mim! Não fiz por mal! Juro que não queria! — A voz da garota falhava em meio ao desespero.

— Anabela! — Helena escancarou a porta do quarto e a cena a deixou em choque.

A filha estava encolhida em um canto da cama, enrolada nas cobertas até o pescoço. O rosto da jovem estava pálido como cera, e os olhos, injetados de sangue, transbordavam um pânico visceral, como se ela tivesse acabado de presenciar a própria morte.

O mordomo, que a havia seguido, tentou se aproximar.

— Senhorita Anabela, o que aconteceu?

A garota apertou as mãos contra a cabeça e soltou outro grito estridente.

— Não chega perto! A culpa não foi minha! Eu nunca quis que você morresse!

O peso daquelas palavras atingiu Helena em cheio. Uma expressão sombria tomou conta do seu rosto. Ela avançou a passos largos, segurou a filha pelos ombros com firmeza e a chacoalhou de leve.

— Anabela, olha para mim! Sou eu! É a sua mãe!

— Sai daqui, por favor... me deixa em paz... — Implorava a jovem, soluçando.

A imagem do corpo ensanguentado e sem vida de Naiara estava cravada em sua mente, impedindo qualquer resquício de lucidez. O corpo inteiro de Anabela tremia sem parar, dominado pelo choque. Percebendo a gravidade da situação, Helena puxou a filha para um abraço apertado, mudando o tom de voz para um sussurro protetor.

— Calma, meu amor. Não precisa ter medo de nada. A mamãe está aqui com você e ninguém vai te machucar. — Por cima do ombro da garota, ela lançou um olhar cortante para o mordomo, sinalizando para que ele saísse e fechasse a porta.

Além do mais, Anabela nem planejava vazar as fotos comprometedoras. Era apenas uma carta na manga para chantagear o noivo. Nada justificava um desfecho tão extremo.

Mas o estrago já estava feito e não havia como voltar no tempo. O silêncio tenso do quarto foi interrompido por batidas discretas na porta.

— Sra. Helena? — Chamou o mordomo do corredor.

— O que foi agora? — Disparou ela, com os nervos à flor da pele pela confissão da filha.

— O senhor Bernardo acabou de chegar. Ele insiste em falar com a senhorita Anabela.

— Não quero ver a cara dele! Não deixa ele subir! — Anabela entrou em pânico, sabendo muito bem o motivo daquela visita inesperada. Ela tapou os ouvidos com as mãos e voltou a se esconder debaixo das cobertas.

Diante do desespero da filha, Helena deixou as aparências do noivado de lado. Ela ordenou que o funcionário mandasse o rapaz embora. No entanto, antes que o homem pudesse se afastar, ela mudou de ideia.

— Espera um pouco.

A matriarca ajeitou o xale de seda sobre os ombros, tentando disfarçar o tremor nas mãos. Quando voltou a falar, sua voz soou fria e calculista.

— Leve ele para a sala de estar e ofereça algo para beber. Diga que a Anabela passou mal, tomou um remédio forte e acabou de adormecer. Invente que ela não tem condições de receber visitas hoje. — Helena cravou as unhas na palma da mão, calculando os próximos passos. — Faça as honras da casa, mas preste muita atenção, bico fechado. Se ele fizer perguntas difíceis, finja que não sabe de nada. Tente descobrir o que ele veio fazer aqui e qual é o clima da conversa.

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