Vanessa mordeu os lábios, lançou um olhar rápido na direção do banheiro e, num gesto quase hesitante, pegou o celular.
Na tela, uma nova mensagem de Luana piscava: [Estou na casa dos meus pais, que horas você vem?]
Por um instante, sua mente ficou completamente em branco. O relacionamento deles já havia chegado ao ponto de conhecer a família?
Não. Isso não podia acontecer. De jeito nenhum.
O som de passos ecoou pelo corredor, fazendo-a guardar o celular às pressas. No segundo seguinte, Ricardo entrou no ambiente.
Vanessa ergueu o rosto, forçando um sorriso leve.
— Ricardo, mais tarde você pode levar eu e o Leo para casa?
Ele pegou o próprio celular, olhou rapidamente para a tela, e ela, atenta, observava cada movimento seu.
Ricardo não respondeu à mensagem que havia acabado de receber; apenas guardou o aparelho com naturalidade forçada.
— Vou ter compromissos depois. Vou pedir para o motorista levar vocês.
Vanessa sentiu o rosto perder a cor. Sob a mesa, as mãos se contraíram involuntariamente.
Compromissos, claro. Isso só podia significar que ele iria se encontrar com aquela mulher.
Ela baixou o olhar para esconder o ódio que queimava no fundo dos olhos.
— Então é melhor eu mesma dirigir. Não precisa incomodar o motorista.
Ricardo hesitou por um instante, mas acabou concordando com frieza:
— Tudo bem.
O almoço terminou sem mais palavras. Na saída do prédio, ele se despediu de Vanessa e Leonardo e partiu primeiro.
Ela seguiu o movimento do carro até vê-lo desaparecer na rua, e naquele momento, um plano surgiu repentinamente em sua mente. Os lábios se curvaram num sorriso frio.
...
Enquanto isso, na residência da família Freitas, todos já estavam reunidos.
Na sala de estar, além de Douglas e Agatha, estavam presentes a avó Vera, a tia Janete, o tio Pietro e Gabriela.
Janete olhou para Luana com atenção.
— Depois de tantos anos sem nos vermos, nossa Luana está ainda mais bonita. Finalmente, a família Freitas tem uma verdadeira beleza.
Douglas e Agatha trocaram um olhar constrangido; apenas sorriram, sem comentar.
— De que adianta a beleza de uma mulher? — Disse Vera, mudando o foco do olhar para Luiz, com expressão afetuosa. — O que importa é casar bem. Luiz, quando for se casar, escolha alguém que possa impulsionar sua carreira. Para um homem, saber unir casamento e sucesso é o mais importante.
Luiz forçou um sorriso irônico.


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