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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 722

O silêncio pesado tomou conta do escritório do Grupo Marques.

Ricardo e Glória se mantiveram em um impasse tenso por um longo tempo, até que a tela do celular dele acendeu sobre a mesa. Ele correu os olhos pela mensagem rápida e, em um instante, a postura rígida que mantinha até então pareceu relaxar.

— Depois de todo esse discurso, o que a senhora quer de verdade é me forçar a desistir do processo contra a família Marques, não é? — Perguntou ele, com a voz carregada de ironia.

Glória ergueu o queixo, sem demonstrar remorso.

— Sobre aquele acidente no passado... mesmo se não tivéssemos movido um dedo, o Henrique daria um jeito de agir. Nós apenas seguimos o fluxo do que ele já queria fazer. Demos alguns conselhos e o ajudamos a conseguir o resultado que tanto desejava. Só isso.

— Ouvindo a senhora falar assim, até parece que são as vítimas da história. — Ricardo soltou uma risada baixa e sombria. Ele endireitou a postura, cruzou as mãos sobre a mesa e deixou que qualquer traço de humor desaparecesse do seu rosto. — Mas eu tenho uma visão bem diferente dos fatos.

O semblante de Glória escureceu na mesma hora.

— Se você faz tanta questão de arrancar uma satisfação da família Marques, é bom pensar muito bem antes de agir. As consequências disso vão destruir nós dois! Será uma ruína para ambos os lados!

— Eu já deixei bem claro. Não vou perdoar absolutamente ninguém que tenha participado dessa sujeira. — Retrucou Ricardo, com uma voz cortante e implacável.

— Ricardo! — Glória gritou, cega de fúria. Com um movimento brusco, ela varreu a xícara da mesa, estilhaçando a porcelana no chão.

Sem se abalar com o escândalo, ele ajeitou o colarinho do terno com uma calma calculada e se levantou devagar.

— Já que a senhora não tem medo da morte, continue firme com essa sua teimosia. Mesmo que eu precise ir até as últimas consequências, farei questão de enterrar vocês dois com as minhas próprias mãos, do mesmo jeito que fiz com o meu avô.

Glória cerrou os punhos com tanta força que as unhas quase feriram a palma das mãos. O peito dela subia e descia em um ritmo acelerado, denunciando o ódio que a consumia após ouvir aquela ameaça.

Ignorando a expressão lívida da mulher, Ricardo virou as costas e saiu do escritório acompanhado por Fernanda.

A tentativa de acordo havia desmoronado por completo.

O fim do mês chegou num piscar de olhos, trazendo a contagem regressiva para o Carnaval. Faltavam apenas dez dias para a maior festa do ano.

As ruas já transbordavam aquela energia contagiante típica de fevereiro. Os supermercados e as lojas exibiam enfeites coloridos e máscaras brilhantes nas vitrines. As calçadas estavam lotadas de pessoas carregando sacolas de compras, exibindo sorrisos largos e a expectativa de curtir os dias de folga com a família e os amigos.

Luana estava parada perto da janela, observando a chuva de verão cair mansa no fim da tarde. As gotas de água batiam contra as fitas coloridas amarradas no portão, fazendo as cores vibrantes do Carnaval brilharem ainda mais sob a luz fraca do entardecer.

O celular vibrou no bolso da calça, tirando-a dos seus devaneios. Era uma mensagem do seu pai, acompanhada de uma foto dele ao lado da mãe e do irmão. Na imagem, a mãe parecia ter recuperado bastante peso e exibia um semblante muito mais saudável e cheio de vida do que antes.

[Filha, vem logo passar o Carnaval com a gente! Eu, sua mãe e seu irmão estamos aqui te esperando!], dizia o texto.

Luana acariciou a tela do aparelho com o polegar, sentindo o coração aquecer de saudade. Com um sorriso meigo nos lábios, ela digitou a resposta: [Chego aí em poucos dias.]

Assim que enviou a mensagem, ela bloqueou a tela e fez menção de voltar para o quarto. Foi então que o seu olhar captou um movimento do lado de fora. Havia uma silhueta bastante familiar parada em frente ao portão da casa.

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