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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 733

O corpo de Luana enrijeceu no mesmo instante. Sem perceber, ela desviou o olhar para o lado, fugindo daquela intensidade.

— Deve ser porque eu ando comendo muita besteira nos últimos dias...

Ele murmurou em concordância. Com uma lentidão calculada, a ponta dos dedos dele roçou a pele macia da bochecha dela.

— Ficar com umas curvas a mais combinou com você. Está linda.

— Você acha mesmo?

— Pode perguntar para o Luiz se não acredita em mim.

A bola foi jogada para o rapaz sentado do outro lado da mesa. Morto de vergonha e sem coragem de abrir a boca para opinar sobre o corpo da própria irmã, ele apenas acenou com a cabeça em desespero.

Luana abaixou o tom de voz, perguntando quase num sussurro:

— E se um dia eu acabar engordando tanto a ponto de virar uma bola?

Ricardo manteve os olhos cravados nos dela.

— Então você seria a bola mais bonita do mundo.

Luiz não aguentou e soltou um engasgo, abaixando a cabeça para esconder a crise de riso que lutava para segurar.

"Quem é que elogia uma mulher desse jeito e sai vivo?", pensou o garoto, achando a situação bizarra.

Luana fuzilou o irmão com o olhar antes de endireitar a postura na cadeira.

— Cheio de lábia, como sempre. — Ela resmungou.

— Sabe o que seria perfeito? Se a gente tivesse um filho.

A frase caiu como uma bomba. Os dois irmãos quase caíram das cadeiras pelo susto. Eles trocaram um olhar em pânico antes de virarem o pescoço em sincronia para encarar Ricardo.

"Será que ele jogou verde para colher maduro... ou já descobriu a verdade?", pensou Luana.

O desespero tomou conta do ambiente.

Tentando manter a pose e esconder o nervosismo, Luana decidiu testar o terreno.

— De onde você tirou essa ideia maluca?

Com a expressão mais séria do mundo, ele deu a sua justificativa.

— Preciso dar um neto para o meu pai. Assim fica mais fácil ele me liberar para ir morar de favor na casa da sua família.

O canto da boca de Luiz tremeu. Ele enfiou a cara no prato e começou a devorar os doces em velocidade recorde, fingindo que não existia. Aquele tipo de conversa íntima não era para os seus ouvidos.

Luana revirou os olhos, sem ter o que responder diante de tamanha cara de pau.

...

Naquela mesma tarde, o clima era de tensão na sede do Grupo Ferraz.

Fernanda tinha acabado de encerrar uma ligação importante. Ao virar de costas, deu de cara com Ricardo saindo do elevador. Ela apertou o passo para alcançá-lo.

O rosto do homem mais velho escureceu de raiva.

— Porque ela é o meu sangue! É a minha filha!

— Se ela é tão inocente assim, por qual motivo a Sra. Helena acabou perdendo a vida pelas mãos dela?

A pergunta afiada atingiu Henrique em cheio, deixando-o sem palavras. A cor sumiu do seu rosto, substituída por uma palidez doentia.

"Quando o Alexandre veio com aquela história de que a esposa dele tinha caído do prédio e que a minha menina era a assassina, eu me recusei a acreditar.", pensava ele, com o coração acelerado. "Como é que uma filha teria coragem de tirar a vida da própria mãe? Isso só pode ser uma armadilha suja para me forçar a confessar!"

Com os punhos cerrados de tanto ódio, Henrique gritou a plenos pulmões:

— Volta lá e avisa para o seu chefe que eu prefiro morrer antes de abrir o bico! Ele vai passar o resto da vida sem saber a verdade!

Assim que a última palavra ecoou pelo quarto, Fernanda pegou o celular no bolso. Com poucos toques na tela, ela abriu um vídeo de segurança e esfregou o aparelho bem na cara do homem.

As imagens mostravam com clareza o encontro entre Ricardo e Anabela na sala de visitas da delegacia. Cada frase dita pela garota saiu pelo alto-falante, nítida e cruel, perfurando os ouvidos de Henrique como agulhas.

O vídeo continuou rodando. Ele viu o momento exato em que Ricardo se levantou para ir embora. Viu a sua filha se jogar contra o vidro, batendo com desespero e implorando por ajuda, até ser arrastada e imobilizada pelas policiais. Cada frame daquela cena grotesca fez o coração do velho falhar uma batida, tomado pelo pavor.

Mas o que o destruiu por dentro foram aquelas malditas palavras: "Eles são os meus pais... mesmo que só quisessem me usar como uma peça de xadrez."

"Ela sabia de tudo o tempo inteiro.", a constatação o atingiu como um soco no estômago. A dor no peito era insuportável. Afinal, aquela garota na tela era a sua menina, a única herdeira do seu sangue que ainda restava no mundo.

— A senhorita Anabela já confessou o crime. A transferência dela para a penitenciária é só uma questão de tempo. — Fernanda guardou o celular de volta no bolso, mantendo a voz fria e profissional. — O senhor Ricardo mandou avisar que o tempo que ela vai passar atrás das grades depende apenas da sua colaboração. Se o senhor for esperto, ele pode até contratar os melhores advogados do país para reduzir a pena dela. Pense bem. Ela é a sua única filha, tem a vida inteira pela frente. O senhor vai mesmo ter coragem de deixar a garota apodrecer numa cela por quinze ou vinte anos?

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