— Não me interessa! Não importa o que aconteceu, você... você tem a obrigação de ir atrás dela e trazer a minha nora de volta!
Mesmo enfrentando certa dificuldade na fala por conta da recuperação, a firmeza nas palavras de Amanda mostrava uma melhora impressionante em relação aos últimos dias.
Ricardo ergueu o olhar, observando-a com atenção. A aflição estampada nos olhos dela era genuína, despida de qualquer fingimento. Essa mudança de atitude o pegou de surpresa.
Sem perder o tom irônico de sempre, ele rebateu:
— A senhora vivia reclamando dela, dizendo que não era boa o bastante. De onde surgiu essa urgência toda para vê-la?
Amanda ficou sem palavras por um instante. Ela abaixou a cabeça, dizendo com a voz embargada pela emoção:
— Você não entende... Durante o tempo em que estive em coma, eu tive um sonho. Um menininho apareceu para mim e disse que o nome da mãe dele era... era Luana. Eu tenho certeza absoluta que aquele era o meu neto!
Aquela revelação desarmou Ricardo por inteiro. Ele ficou paralisado.
— Meu amor, foi apenas um delírio por causa dos medicamentos. — Ponderou Alexandre, acariciando os ombros da esposa na tentativa de acalmá-la.
Um traço de decepção cobriu o rosto de Amanda. A dor em sua expressão revelava que, para ela, aquela visão havia ultrapassado a barreira dos sonhos para se tornar uma verdade absoluta. Uma tristeza profunda a consumia.
— Mas... aquele bebê... — As lágrimas começaram a brotar nos olhos dela. A imagem do rosto da criança já havia se apagado de sua memória, porém o sentimento de conexão continuava vivo no peito. No fundo, ela acreditava com todas as forças que aquela presença a puxara de volta para a vida.
Alexandre puxou a mulher para um abraço protetor, compartilhando do sofrimento dela.
Enquanto Amanda se afogava na angústia, a voz grave de Ricardo rompeu o silêncio do quarto.
— O seu sonho estava certo. A Luana está grávida.
O casal congelou no mesmo instante, trocando olhares de pura surpresa.
— É... é verdade isso? — As lágrimas de tristeza de Amanda deram lugar a um choro de felicidade.
— É sim. — Confirmou Ricardo.
Ela cobriu a boca com as duas mãos, contendo os soluços. Uma alegria avassaladora e indescritível tomou conta de seu coração.
— Ricardo, você tem certeza absoluta disso? Um filho? — Alexandre ainda custava a acreditar na novidade.
— Descobri há pouco tempo, por isso fui até Macondo para tirar essa história a limpo. O senhor Danilo não teria motivos para inventar uma mentira desse tamanho. — Explicou ele.
Alexandre assentiu devagar, digerindo a informação.
— Faz sentido. Mas você comentou que ela viajou para fora do país...
O comentário do marido fez Amanda voltar a encarar o filho, exigindo explicações.
— Ela precisou viajar para participar de uma pesquisa médica importante. — A voz de Ricardo soava firme, transmitindo segurança. — O Gustavo repassou um convite do professor André para ela. Podem ficar tranquilos, o Vinícius foi junto como acompanhante e vai garantir a segurança dela.
Luana ergueu a cabeça e observou a mulher que descia os degraus apressada. Ela vestia um avental de tecido cru respingado de tintas coloridas. O cabelo longo e volumoso estava preso num coque improvisado usando dois pincéis como suporte, e sobre o nariz reto descansava uma armação dourada muito fina.
Era dona de uma beleza estonteante. Alta, de postura elegante, chamava atenção por onde passava.
A intuição de Luana estava certa, a mulher vivia de arte. Ao dar mais uma espiada nas pinturas inéditas espalhadas pelas paredes, a confirmação foi imediata.
— Essas obras nas paredes são de sua autoria, certo? — Perguntou Luana, abrindo um sorriso receptivo.
A anfitriã parou de chofre, as bochechas corando de leve.
— É, confesso que pintei para dar uma economizada na decoração. Como as pinturas não ficaram tão boas assim, acabam servindo só para enfeitar minha própria casa.
— Eu discordaria. Acho que o trabalho ficou maravilhoso. — Elogiou Luana.
A dona do imóvel agradeceu com um sorriso tímido e logo mudou de assunto.
— Bom, imagino que vocês vieram pelo anúncio da casa, não é?
— Exatamente. — Luana concordou com um aceno de cabeça. — Sendo bem sincera, eu me apaixonei pela estrutura. Mas bateu uma curiosidade. Por que resolver colocar uma casa tão linda para alugar de uma hora para a outra?
A mulher coçou a nuca, rindo sem graça.
— A verdade é que meus quadros não estão vendendo bem, as contas acumularam e as dívidas me apertaram demais. Preciso de dinheiro urgente para pagar os credores. Vender por aqui é complicado porque as pessoas não têm o costume de comprar casa própria, então a saída rápida foi alugar. Mas fiquem tranquilos! O imóvel está em perfeitas condições estruturais e não corre o menor risco de ir a leilão por causa de dívida na justiça!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...