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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 754

Por um golpe de sorte do destino, a universidade onde Sarah estudava ficava a uma curta viagem de metrô do instituto de pesquisa. Nesses encontros frequentes regados a conversas profundas, as duas desenvolveram uma conexão genuína, como se fossem velhas conhecidas separadas pelas circunstâncias. E foi assim que Luana começou a descobrir as camadas da história da nova amiga.

Sarah era natural de Riviera. Cresceu em um ambiente acadêmico, com o avô e o pai lecionando em uma das universidades federais cariocas. A mãe, por sua vez, havia trocado a carreira brilhante nos tribunais para se dedicar de forma integral à criação dos filhos. Apesar de não nadarem em dinheiro, a família vivia com conforto de sobra, e o amor que nutriam pela filha era evidente em cada escolha. Tanto que, quando a garota anunciou o sonho de estudar artes plásticas, os pais não hesitaram em investir na jornada dela no exterior.

Ciente do sacrifício gigantesco da família, Sarah havia feito uma promessa inquebrável a si mesma. Bancaria todo o seu custo de vida trabalhando em bicos e empregos de meio período, recusando-se a pedir um centavo a mais para casa.

Toda essa garra e independência refletiam a própria trajetória de Luana no passado. Enxergar os próprios percalços na figura daquela jovem fez com que a amizade florescesse com uma intensidade rara, deixando no ar aquela sensação deliciosa de que deveriam ter se cruzado há muitos anos.

Enquanto a amizade das duas se fortalecia, a vida no apartamento de Luana seguia o seu curso normal.

Esparramado no sofá da sala, Vinícius terminava uma videochamada de negócios com Vitor. Assim que o assistente concluiu o relatório sobre as operações corporativas no país, a porta da frente se abriu, revelando uma Luana exausta, mas com um brilho no olhar. Ele fechou o laptop com um estalo seco e virou o pescoço para encará-la, erguendo uma sobrancelha em tom de cobrança.

— Posso saber por que você tem passado os últimos dias batendo perna pelas ruas como se não tivesse uma casa para voltar?

— Como assim "batendo perna"? Eu estava jantando com a Sarah, que é uma companhia adorável, muito diferente de certos rabugentos que habitam este lugar. — Retrucou ela, com um sorriso maroto, largando a bolsa pesada na poltrona e se jogando ao lado dele no sofá macio.

Vinícius cruzou os braços sobre o peito, franzindo a testa em uma demonstração clara de ciúmes fraterno.

— Pelo visto, você já arrumou alguém mais interessante para te fazer companhia neste fim de mundo. Acho que não precisa mais da minha ilustre presença, estou certo?

— Ah, não começa com esse seu drama, por favor. — Ela se encolheu contra o ombro dele, buscando aconchego após um longo dia. — Você é o meu irmão, a minha família. A Sarah é a primeira amiga de verdade que eu fiz depois que cheguei aqui. São amores muito diferentes e ambos têm espaço no meu coração.

— Vocês se conhecem há poucos dias e ela já foi promovida ao posto de melhor amiga? — Provocou ele, balançando a cabeça em descrença.

Sem dar trela para a implicância, Luana concordou com um aceno entusiasmado.

— Pois eu só lamento não ter esbarrado com ela antes. Sabe de uma coisa muito louca, Vinícius? — A expressão dela ficou séria de repente, os olhos arregalados pela coincidência do destino. — Ela é de Riviera! O pai dela dá aula na Universidade de Riviera. Morei naquela cidade maravilhosa durante aquele tempo todo e nunca cruzei com a família dela. O mundo é um ovo, mas às vezes a gente demora uma eternidade para encontrar as pessoas certas. Que desperdício de tempo!

Encostando a cabeça no móvel, Vinícius manteve a postura relaxada, ouvindo o monólogo animado da irmã sem o menor traço de impaciência.

— Tudo bem, mas aonde você quer chegar com essa história toda?

— Lugar nenhum, eu apenas gosto de pensar sobre as voltas que o mundo dá. — Ela se espreguiçou esticando os braços para o teto e caminhou em direção à cozinha, abrindo os armários em busca de algum lanche noturno. — O que me deixa com o coração apertado é ver o quanto a carga dela é pesada. Imagina só, atravessar o oceano para estudar fora, trabalhar até a exaustão para pagar as contas e ainda ter que lidar com o mercado de artes virando as costas para os novos talentos. A rotina dela não deve ser nada fácil nos dias de hoje.

Capítulo 754 1

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