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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 758

Assim que a reunião chegou ao fim, Ricardo seguiu para sua sala. O celular vibrou com a resposta de Luana.

[Não acredito! Quer dizer que todo mundo leu o que eu escrevi?!]

Ele abriu a conversa e, sem conseguir segurar o riso, decidiu provocá-la: [É por aí.]

Do outro lado do oceano, Luana se jogou de costas na cama, cobrindo o rosto com as mãos ao imaginar a cena na sala de reuniões.

"Meu Deus, só espero que isso nunca chegue aos ouvidos do Vinícius!", implorou aos céus.

A noite estava fechada lá fora. O bairro mergulhava em um silêncio reconfortante, quebrado apenas pelo canto isolado de um pássaro noturno. Ao abrir a janela do quarto, o vento frio invadiu o ambiente. Ela cruzou os braços, observando o céu estrelado, e um aperto no peito a fez perceber o quanto queria que ele estivesse ali com ela.

Como se o destino estivesse escutando, o aparelho vibrou em sua mão. Uma chamada de vídeo de Ricardo iluminou a tela. Que pontualidade absurda.

Ela respirou fundo para espantar a melancolia e atendeu. Ele ainda estava no escritório. Segurava o celular com uma das mãos, enquanto a outra voava pelas páginas de um contrato.

— Você não acha que está ocupado demais para fazer ligação de vídeo? — Provocou ela, mordendo o lábio inferior.

— Nunca estou ocupado para você, acabei de ter uma folga. — Após assinar a última folha, ele entregou a pasta para Fernanda, que aguardava de pé, e girou a cadeira de couro para a câmera. Seu olhar ficou mais atento. — Já está tarde por aí, não é? Por que ainda está acordada?

— Perdi o sono.

O semblante dele mudou na mesma hora.

— Aconteceu alguma coisa? Está sentindo alguma dor? — A preocupação com a saúde dela era evidente.

— Mais ou menos. — Murmurou ela.

O rosto de Ricardo fechou.

— E o que está esperando para ir ao hospital? Onde o Vinícius se meteu?

— Não é dor física. — Confessou em um fio de voz.

"É só saudade de você.", completou ela, em pensamento, mas as palavras travaram na garganta. Sem perceber, começou a brincar com a capinha do celular, sentindo as orelhas queimarem de vergonha.

Percebendo a timidez da mulher pelo vídeo, a tensão sumiu do rosto de Ricardo. Um sorriso suave surgiu no canto de seus lábios e o tom de voz caiu para um sussurro aveludado.

— Se não é física, onde dói, então?

— Isso não é da sua conta. — Retrucou ela, virando o rosto para fugir daquele olhar penetrante.

Ele deu uma risada contida.

— Pelo menos não vai me deixar dar uma olhada no nosso filho?

Pega de surpresa, ela abaixou um pouco o telefone, focando na curva sutil do ventre, e acariciou a barriga.

— Está dando para notar tanto assim?

Durante os últimos dias no instituto de pesquisa, ela fez de tudo para usar roupas largas e esconder a gestação. Pelo visto, o disfarce já não enganava mais ninguém.

— Pode ficar tranquila, ninguém aqui vê a maternidade como um problema. — Esclareceu a colega. — Ter filhos é um direito seu e nenhum gestor vai barrar o seu crescimento por causa disso.

A verdade é que o medo de ser cortada dos projetos rondava a cabeça da brasileira desde o primeiro dia, motivo pelo qual preferiu o sigilo. Ouvir aquelas palavras foi como tirar uma tonelada das costas. Todo aquele estresse tinha sido uma grande perda de tempo.

Na hora do almoço, Luana escolheu um restaurante descontraído perto do centro de pesquisa. Como o local ficava a dois passos da universidade, o salão estava lotado de estudantes.

Enquanto trocava mensagens com Sarah pelo aplicativo, um grupo de alunas estrangeiras se acomodou na mesa logo atrás da sua.

— Gente do céu, eu estou a um passo de surtar! — Reclamou uma loira com uma maquiagem pesada, jogando o cabelo por cima dos ombros. Depois de soltar uns bons palavrões, ela continuou o desabafo. — Foi só aquela garota voltar para o alojamento e os caras começaram a rondar feito moscas no lixo. Um inferno! Quando não acham a dita cuja, vêm encher o meu saco pedindo para entregar presentinho. Eles acham que eu sou o quê? Garota de recados?

As outras duas amigas trocaram um olhar cúmplice, pescando na hora de quem ela estava falando.

— Fazer o quê? A garota é o centro das atenções no campus. Querendo ou não, ela é gata. — Pontuou uma delas. De repente, os olhos da menina brilharam ao ler algo no celular, e ela virou a tela para mostrar a conversa do grupo. — Olhem isso! Um amigo acabou de me mandar mensagem perguntando qual é o esquema para levar ela para a cama!

— Aposto que ela deve ser uma daquelas bem fáceis, isso sim.

O trio caiu na gargalhada.

O veneno escorrendo daquela conversa alheia fez Luana franzir a testa de puro desgosto. Naquele mesmo instante, o celular apitou com uma nova notificação de Sarah.

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