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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 780

A noite já ia alta. Após um banho quente e relaxante, Luana se acomodou na cama, encostada nos travesseiros, e passou o tempo rolando a tela do tablet. O silêncio do quarto foi quebrado por batidas suaves na porta de madeira.

— Pode entrar, está destrancado! — Avisou ela, sem tirar os olhos da tela.

A porta se abriu devagar, e Sarah colocou a cabeça para dentro. Ela abraçava o próprio travesseiro contra o peito e logo correu para se enfiar debaixo das cobertas da amiga.

— Achei que você já estivesse dormindo.

— E perder a nossa fofoca? Eu estava te esperando. — Brincou Luana, deixando o aparelho de lado. — Você não disse que queria ouvir a história inteira?

Sarah ajeitou o travesseiro nas costas e abriu um sorriso largo, acomodando-se ao lado dela.

— Não vai me achar uma intrometida, hein? Foi você quem prometeu me contar tudo.

Luana riu, mas logo ficou pensativa. Ela passou a ponta dos dedos pela borda do tablet, buscando na memória o ponto de partida ideal para aquela longa jornada.

— Bom, acho que o melhor jeito é começar pelo dia em que os nossos caminhos se cruzaram pela primeira vez...

Já passava da meia-noite quando Vinícius desceu as escadas para buscar um copo de água na cozinha. Ao retornar para o andar de cima, notou um feixe de luz amarelada escapando por baixo da porta do quarto da irmã, desenhando uma linha brilhante no piso escuro do corredor. Ele parou no topo da escada, segurando o copo de vidro, e caminhou a passos lentos até a porta.

Ao se aproximar, conseguiu captar o som de vozes abafadas. O tom de Luana era suave e nostálgico, como se narrasse um sonho antigo e distante. De vez em quando, a voz de Sarah interrompia a história com perguntas empolgadas e risadas contidas.

Vinícius permaneceu ali parado por alguns instantes, ouvindo a interação das duas. Um sorriso leve e reconfortante surgiu nos seus lábios. Sabendo que a irmã estava bem e segura, ele deu meia-volta em silêncio e seguiu para o próprio quarto.

...

Longe dali, o clima na mansão da família Leal era de puro caos. Assim que Cláudio recebeu a notícia sobre a crise familiar, dirigiu a noite inteira até chegar em casa. Ele invadiu a sala de estar em passos largos.

— Pai, o que diabos está acontecendo? Como assim o Renan foi preso?

Ademir estava jogado no sofá de couro, massageando as têmporas com os dedos trêmulos. A preocupação parecia ter envelhecido o homem em questão de horas.

— Se eu soubesse que aquele inconsequente chegaria a esse ponto, teria tomado providências para evitar essa catástrofe! — Respondeu o patriarca.

Ele estava consumido pelo arrependimento. No entanto, a sua dor não vinha da culpa pelos crimes do filho, mas sim da frustração por não ter abafado o caso antes que explodisse na mídia.

Cláudio parou de frente para o pai. Ele imaginava que o irmão mais novo havia se metido em mais uma confusão de bar, algo que a influência da família Leal sempre conseguia resolver com facilidade.

O garçom havia acabado de retirar os pratos principais, deixando sobre a mesa apenas duas taças de cristal com o restante do vinho tinto. Geovane bateu a ponta do dedo indicador contra a base da taça, exibindo uma expressão de profunda decepção.

— Eu já ordenei a retirada de todas as minhas ações do Grupo Leal. É uma pena. Eu estava com grandes expectativas para a nossa parceria nas pesquisas farmacêuticas.

Ricardo não respondeu de imediato. Com movimentos calculados, ele girou a própria taça, observando o líquido escuro escorrer pelas paredes de cristal e formar lágrimas perfeitas.

— A família Leal não é a única capaz de conduzir pesquisas de ponta no setor médico. — Ponderou Ricardo, com uma voz firme e persuasiva. — A Sinar Medical enviou recentemente uma equipe para expandir os nossos projetos de biotecnologia no exterior. Se o senhor estiver disposto a ouvir uma nova proposta...

Os olhos de Geovane brilharam, e a sua postura mudou na mesma hora.

— Está falando sério? Eu conheço a reputação da Sinar Medical. Vocês contam com tecnologias de desenvolvimento apoiadas pelo próprio governo. Eu sempre tive o desejo de fechar negócios com a sua empresa, mas, na época, a sua avó não demonstrava interesse em expandir para o mercado internacional. — Ele deu um gole generoso no vinho e abriu um sorriso animado. — Confesso que essa ideia me atrai bastante!

Ricardo abaixou o olhar, mantendo a postura serena. A sua voz soou tão suave que quase se misturou ao som do jazz que tocava ao fundo do restaurante.

— Sendo assim, o que acha de eu enviar a minha equipe amanhã mesmo para discutirmos os detalhes dessa parceria?

— Fechado! — Geovane pousou a taça na mesa com entusiasmo, e o seu olhar transmitia a determinação de um grande homem de negócios. — Amanhã, sem falta. Temos um acordo!

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