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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 779

O clima no supermercado era tranquilo enquanto Vinícius e Sarah escolhiam os ingredientes para o jantar.

O rapaz empurrava o carrinho de compras, acompanhando os passos dela pelos corredores. Ao chegarem à seção de hortifrúti, Sarah parou diante das prateleiras e selecionou alguns maços de brócolis, cenouras e pepinos frescos.

— Você come de tudo, né? Tem algum problema com esses legumes? — Perguntou ela, virando-se para ele com os itens nas mãos.

— Tirando cebola, eu como qualquer coisa. — Respondeu Vinícius, mantendo o olhar fixo nela.

— Mentira que você não gosta de cebola? — Sarah arregalou os olhos, surpresa com a revelação. Em um tom de brincadeira, ela pegou uma cebola grande e aproximou do rosto dele. — Mas dá um sabor tão bom na comida!

Em vez de recuar, Vinícius continuou parado, sustentando o olhar dela com uma intensidade que a desarmou. A brincadeira perdeu a força, e Sarah abaixou a mão, sentindo o rosto esquentar de leve.

— É brincadeira, tá? — Murmurou ela, sem graça.

— Eu disse que odeio o gosto, não que tenho alergia a encostar em uma. — Retrucou ele, com a voz calma e um leve tom de diversão.

— Ah, entendi... — Sarah coçou a ponta do nariz, tentando disfarçar o constrangimento.

No entanto, a sua distração durou um segundo a mais do que devia. Ao dar um passo para trás, a ponta do seu sapato enroscou na roda do carrinho de compras. O desequilíbrio foi imediato. Antes que ela pudesse dar de cara no chão, braços ágeis e firmes a envolveram. O impulso da queda fez com que Sarah batesse direto contra o peito largo de Vinícius.

Com o coração acelerado, ela ergueu a cabeça e os seus olhos encontraram os dele a poucos centímetros de distância. Sarah ficou paralisada. Ela sempre soube que ele era um homem bonito, mas a proximidade revelou traços que ela ainda não havia notado. Homens com boa aparência não eram raridade, e ela nunca foi do tipo que se deixava levar apenas por um rosto bonito. Contudo, depois de tudo o que passaram juntos, a postura e o caráter de Vinícius faziam dele a primeira pessoa em muito tempo a despertar nela um interesse genuíno.

"Estou encarando ele tempo demais.", pensou ela, desviando o olhar às pressas, tomada por uma súbita vergonha.

O pomo de adão de Vinícius subiu e desceu em um movimento sutil. Ele não a soltou de imediato. Com cuidado, ajudou a garota a recuperar o equilíbrio, e os seus dedos roçaram nas pontas do cabelo dela em um gesto quase imperceptível.

— Cuidado por onde anda. — Avisou ele, com a voz um pouco mais grave que o normal.

— Obrigada... — Sarah endireitou a postura num pulo. O calor subiu pelas suas bochechas, e ela não teve coragem de encará-lo de novo.

Para disfarçar o nervosismo, agarrou um maço de verduras qualquer e jogou dentro do carrinho. "Que sensação estranha... parece que o meu coração errou as batidas.", refletiu ela, tentando acalmar a respiração.

Mais tarde, os quatro se reuniram ao redor da mesa de jantar. O aroma da comida caseira preenchia o ambiente, trazendo uma sensação de conforto após um dia tão caótico.

Assim que todos deram a primeira garfada, Sarah não conseguiu conter a ansiedade.

— Eu sei que não sou nenhuma chef de cozinha, mas acho que dá para o gasto, não é? — Perguntou ela, esperando a aprovação do grupo.

Luana balançou a cabeça com entusiasmo, saboreando a comida.

— Está uma delícia! O tempero ficou no ponto certo. Não acha, Ricardo? — Para reforçar a pergunta, ela deu uma cotovelada de leve na costela do rapaz ao seu lado.

Ele soltou um murmúrio de concordância, focado no prato.

Vinícius ergueu os olhos do seu prato e intercalou o olhar entre a irmã e Ricardo.

— Pelo visto, a guerra fria entre vocês dois acabou.

Luana engasgou com a própria saliva e respondeu em um tom mais baixo, um pouco sem graça.

— A gente já conversou e resolveu as coisas.

— É, deu para notar que o papo rendeu bastante enquanto estávamos fora. — Provocou Vinícius, com um sorriso de canto.

— E eu não estou preocupada. — Luana se defendeu, ajeitando a cortina com pressa para disfarçar. — Só estou curiosa para saber o que tanto eles fofocam lá fora.

Sarah cruzou os braços e se encostou na parede, observando a cena com diversão.

— Sabe, você e o seu ex-marido não agem nem um pouco como um casal divorciado. Agora tudo faz sentido... — Ela deixou a frase no ar, arrastando a última sílaba de propósito.

— Tudo faz sentido o quê? — Perguntou Luana, virando o rosto com curiosidade.

— Faz sentido o jeito que vocês se olham. A paixão está estampada na cara de vocês, chega a transbordar.

Luana ficou sem reação por alguns segundos

"Será que está tão na cara assim?", ela se questionou, sentindo as bochechas esquentarem.

Pouco tempo depois, a porta da varanda se abriu e os dois rapazes voltaram para dentro de casa. Ricardo caminhou direto até Luana, parando na frente dela.

— Já está ficando tarde. Eu preciso ir.

— Ir para onde? — Luana franziu a testa, confusa.

— Para um hotel, claro. Você não espera que eu divida a mesma cama com o seu irmão, não é? — Respondeu Ricardo, soltando um suspiro de cansaço misturado com ironia.

Encostado no batente da porta, Vinícius não deu tempo para a irmã retrucar. Ele pegou as chaves do carro em cima da mesa e fez um sinal com a cabeça.

— Eu dou uma carona para ele.

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