No exato momento em que Luana atendeu a ligação, ouviu o choro desesperado e incontrolável de Agatha do outro lado da linha.
— O Luiz... meu filho sofreu um acidente terrível!
Luana ficou atônita diante da notícia devastadora.
Sua cabeça ficou em branco, como se tivesse levado um golpe, e só conseguia ouvir um zumbido ensurdecedor no ouvido.
Luana correu para a sala de emergência do Hospital São José. Agatha estava sentada numa cadeira de plástico, chorando em desespero absoluto, enquanto Douglas permanecia ao lado com o semblante pesado e carregado de preocupação.
Em apenas alguns dias desde a prisão do filho, os cabelos nas têmporas de Douglas tinham ficado visivelmente grisalhos, e ele parecia ter envelhecido pelo menos uns dez anos de uma só vez.
Luana parou uma enfermeira que passava correndo e perguntou com urgência evidente na voz:
— O que aconteceu com a pessoa que está na sala de emergência agora?
— Ouvi dizer que foi um espancamento brutal que causou hemorragia cerebral grave e estado de choque. O Dr. Gabriel está operando neste momento para tentar salvar a vida dele.
Espancamento violento? Ele foi espancado de propósito dentro da delegacia?
Como algo assim era sequer possível de acontecer?
Luana soltou a mão da enfermeira e ficou parada ali mesmo no corredor, tremendo por inteiro como uma folha ao vento.
De repente, num impulso desesperado, ela invadiu a sala de cirurgia.
Os médicos dentro da sala estéril iam impedi-la, mas quando viram quem era exatamente, mudaram de tom:
— Dra. Luana, como a senhora veio parar aqui dentro?
— Ele é meu irmão de sangue, preciso salvá-lo a qualquer custo! — Luana disse isso com voz embargada e foi correndo trocar de roupa para participar da cirurgia.
O assistente principal de Gabriel a impediu com firmeza:
— Dra. Luana! Pelas normas médicas rígidas não podemos de forma alguma operar nossos próprios familiares! A senhora tem que confiar no Dr. Gabriel!
Ela olhou para a pessoa inconsciente na mesa de cirurgia, sentindo uma tontura avassaladora.
— Não é que eu não confie no Dr. Gabriel, eu... Só quero ajudar de alguma forma.
— Do jeito emocional que a senhora está agora, não consegue ajudar em nada. Dra. Luana, a senhora sempre dizia para todos nós que diante de situações médicas complicadas nós médicos jamais podemos nos desesperar, temos que manter a calma profissional. Mas a senhora ainda está parecendo com uma médica competente agora?
Luana parou de repente, seu coração agitado foi se acalmando aos poucos diante da repreensão justa.
Vendo o eletrocardiograma mostrando sinais relativamente estáveis, ela apertou os lábios com força.
— Desculpem, perdi a compostura profissional.
— É compreensível, sendo da família dele. Agora saia e espere lá fora com os outros familiares.
Luana olhou uma última vez para todos eles trabalhando e saiu da sala de cirurgia com passos pesados.
Naquele momento, Agatha se levantou da cadeira, tremendo de nervosismo.
— Luana, o Luiz vai conseguir sobreviver?
— Ele vai ficar bem, tenho certeza disso.
— Com você aqui ao meu lado, não sinto medo algum.
Naquele exato momento, Luana, que estava parada do lado de fora da porta semi-aberta, conseguiu ouvir aquela conversa íntima entre eles. Pensando no que tinha acabado de acontecer com Luiz, seu rosto foi ficando cada vez mais sombrio, melancólico e carregado de raiva contida.
Suas emoções acumuladas quase chegaram ao ponto perigoso de explodir completamente.
Ela abriu a porta do quarto com um movimento decidido.
Ao vê-la parada ali, Vanessa perdeu todo o sorriso do rosto.
Ricardo continuava sentado sob a luz branca e intensa do quarto, observando Luana em silêncio absoluto com uma expressão indecifráveis.
— Dra. Luana, como a senhora veio parar aqui... — Vanessa forçou um sorriso falso e desconfortável.
Luana não disse uma única palavra em resposta. Caminhou determinada até a mesinha de cabeceira, pegou a tigela de sopa que não tinha sido terminada e jogou todo o conteúdo quente diretamente no rosto dela.
Ricardo se levantou num instante e segurou seu pulso com força brutal, com o olhar fixo em seu rosto, sombrio e perigoso.
— Luana!
Vanessa ficou rígida pelo choque, depois voltou a si ao sentir o caldo pegajoso escorrendo pelo rosto e manchando toda a roupa, e então gritou desesperada:
— Luana, você enlouqueceu de vez!
Luana ignorou Vanessa e seus gritos histéricos, encarando Ricardo diretamente, com dor profunda e ódio em desabafo.
— E então? Joguei sopa quente nela e você já ficou com dó?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...