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A noiva rejeitada romance Capítulo 201

POV: Carttal Azacel

Os segundos seguintes foram um inferno.

Liam se levantou de repente, empurrando a cadeira com tanta força que ela caiu no chão. Isabella o seguiu, com os olhos cheios de lágrimas. E Noah… o menor, o mais calado… também se levantou, cerrando os punhos com raiva.

—Jamais! —gritou Liam com a voz trêmula, olhando diretamente para o avô—. Jamais aceitaremos essa mulher como nossa mãe!

Isabella deu um passo à frente e gritou também, com a voz quebrada.

—Nós já temos uma mamãe! E não vamos trocá-la por ninguém!

—Não aceitaremos essa mulher! —completou Noah, com aquele tom de dor que partia a alma.

As palavras deles foram facas. Não apenas para Cinthia… mas também para mim.

Porque eles tinham razão.

Eles ainda a sentiam perto, mesmo sem saber onde ela estava. Mesmo sem respostas. Aslin seguia viva em suas lembranças, em seus corações. E também… no meu.

Eu não disse nada.

Não porque não quisesse. Mas porque não conseguia. A garganta queimava, e o peito doía como se estivesse sendo rasgado por dentro.

A verdade é que eu também não queria isso.

Cinthia não era minha escolha. Era uma imposição. Uma estratégia. Uma mentira disfarçada de estabilidade. Mas amor? Não… amor só houve um.

E esse lugar já tinha sido ocupado por Aslin.

Ela, com sua força, sua doçura, seus silêncios e suas batalhas. Nenhuma outra mulher poderia substituí-la.

Nem mesmo tentei.

—Carttal… —sussurrou Cinthia, tentando se aproximar—. Eu sei que isso é difícil, mas…

—Cale-se! —gritou Isabella, sem sequer olhar para ela—. Você não tem o direito de nos falar!

—Você não é ninguém! —acrescentou Liam, olhando-a com raiva—. Nem nos conhece, nem queremos que esteja aqui!

—Você é falsa! —cuspiu Noah, com a voz embargada—. Minha mãe nunca sorriria assim enquanto nós sofremos!

As palavras dos meus filhos foram cruéis, sim… mas também sinceras. E eu não ia calá-los. Não ia corrigi-los. Porque tinham todo o direito de se sentirem assim.

Vi-os saírem correndo da mesa. Seus passos ecoaram na escada de mármore enquanto subiam para o quarto, deixando atrás de si um silêncio ainda mais pesado.

Ninguém disse nada.

Cinthia ficou rígida, engolindo o orgulho com aquele sorriso ferido. Os pais dela evitaram me olhar. E o avô… o avô apenas se serviu de vinho, como se nada daquilo o surpreendesse.

Eu, por outro lado, fiquei ali. Parado. Sem me mover.

Porque, no fundo, sabia que as crianças não estavam apenas com raiva.

Estavam machucadas.

E eu era o culpado.

Por não ter estado presente quando Aslin desapareceu.

Por ter me deixado arrastar por decisões que não nasceram de mim.

E por ter tentado preencher com outra pessoa um vazio que não pode ser substituído.

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