ELISA RIVER.
Arregalei os olhos. Por alguns segundos, eu apenas fiquei olhando para Victor, tentando processar o que ele havia acabado de me dizer.
O avião foi sabotado? Isso quer dizer que foi um atentado? As palavras pareciam pesadas demais juntas. Meu coração acelerou e um arrepio subiu pela minha nuca.
— O quê? — perguntei para ter certeza de que foi isso mesmo que escutei. Minha voz saiu mais baixa do que eu esperava. — Victor… você está dizendo que alguém mexeu no avião e o derrubou de propósito?
Ele me olhava com aquela expressão séria e controlada que sempre aparecia quando estava lidando com algo grave. Assentiu devagar.
— Sim, isso mesmo.
Senti meu estômago revirar. Olhei para Melissa nos braços dele, tão pequena, tão tranquila, alheia àquela conversa absurda, e aquilo me deixou ainda mais abalada.
Como alguém podia fazer uma coisa dessas?
Várias pessoas morreram naquele acidente. Quantas famílias foram destruídas, quantas vidas acabaram por causa da maldade de alguém. Passei a mão no rosto, ainda tentando assimilar. Era difícil compreender a maldade humana. Era impossível para mim entender o que dava o direito a outro ser tirar a vida de alguém.
— Meu Deus… — murmurei, ainda em choque. Enfim conseguindo falar, mas minha voz falhou. Só Deus para me responder a esta pergunta.
— Como alguém pode fazer uma coisa dessas? Quem teve coragem de fazer isso?
Victor respirou fundo. Seu maxilar estava travado. Eu conhecia aquele olhar, era raiva. Raiva da pior espécie, fria, controlada e muito perigosa.
— Quem explica o que passa na cabeça de alguém?
Victor estava sentado no sofá, com Melissa tranquila em seus braços. O rosto dele havia endurecido completamente. Seus olhos estavam frios, sérios, perigosos. Era aquele Victor que eu conhecia bem. O homem que não deixava nada passar. O homem que, quando decidia descobrir algo, ia até o fim.
— Eu também me perguntei isso — ele disse, com a voz baixa e controlada. — Mas eu vou descobrir.
Melissa segurava o dedo dele com a mãozinha pequena, completamente alheia àquela conversa pesada. Victor abaixou os olhos para ela por um instante, e sua expressão suavizou só um pouco.
Era impressionante como nossa filha conseguia desmontá-lo. Então, ele começou a explicar.
— Pablo descobriu coisas sérias, Elisa — ele continuou. — Não foi coincidência.
Sentei-me na poltrona de frente para ele, já sentindo o coração acelerar.
— O que exatamente ele descobriu?
Victor respirou fundo.
— Um técnico foi trocado no último minuto. Ninguém soube explicar quem autorizou isso.
Franzi a testa imediatamente.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.