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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 213

ELISA RIVER.

Ficamos em silêncio. Tudo que ele falou fez meu sangue gelar. Pois havia alguém lá fora disposto a matá-lo a qualquer custo.

— Isso foi um atentado contra sua vida.

Murmurei. Victor confirmou com a cabeça.

— Exatamente. — Ele continuou: — Pablo conversou com funcionários, conseguiu informações e até um retrato falado do homem que apareceu como técnico naquele dia.

Fiquei surpresa com a eficiência de Pablo, mesmo estando debilitado.

— Pablo conseguiu tudo isso sozinho? — Perguntei, impressionada, eu sabia que ele era mega eficiente, mas estava se recuperando de um acidente aéreo.

Victor soltou um pequeno sorriso.

— Segundo ele, foi graças ao charme dele e a uma promessa de jantar.

Mesmo no meio daquela tensão, acabei soltando uma risada curta.

— Meu Deus… — Balancei a cabeça, não acreditando no que eu ouvia. — Ele realmente fez isso por informações?

Victor quase sorriu.

— Eu também fiz essa mesma pergunta a ele — comentou, sorrindo, e Mel balançou os bracinhos, observando-o. Ele olhou para ela, fez carinho por alguns segundos, depois me olhou.

E logo sua expressão endureceu novamente.

— Elisa, alguém planejou aquilo e está bem evidente. Isso não foi um acidente. Alguém mexeu naquele avião sabendo exatamente o que estava fazendo. E o objetivo era me matar.

Meu peito apertou. Minha mente foi imediatamente para Melissa, para mim, para Victor e para nossa família. Se alguém tentou matá-lo uma vez… Quem garantia que não tentaria de novo?

Talvez Victor tenha percebido meu medo, porque sua voz saiu mais baixa quando falou:

— Vou descobrir quem foi. Fique tranquila, não quero que se preocupe. Você está grávida e já teve estresse demais. Agora eu cuidarei de tudo.

Olhei para ele. Havia uma firmeza assustadora em seu olhar.

— E essa pessoa vai pagar por cada morte e por ousar se meter com um Baltimor.

Aquela promessa não soou como raiva momentânea. Soou como um juramento. E eu sabia que Victor cumpria tudo o que prometia. Principalmente quando envolvia aqueles que ele amava. Ou aqueles que ele considerava sua responsabilidade.

Respirei fundo e apenas assenti. Porque eu também queria isso. Queria justiça, queria respostas, queria que alguém pagasse por toda aquela dor.

CAPÍTULO DUZENTOS E QUATORZE — VOCÊ É DRAMÁTICO. 1

CAPÍTULO DUZENTOS E QUATORZE — VOCÊ É DRAMÁTICO. 2

CAPÍTULO DUZENTOS E QUATORZE — VOCÊ É DRAMÁTICO. 3

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