ELISA RIVER.
Ficamos em silêncio. Tudo que ele falou fez meu sangue gelar. Pois havia alguém lá fora disposto a matá-lo a qualquer custo.
— Isso foi um atentado contra sua vida.
Murmurei. Victor confirmou com a cabeça.
— Exatamente. — Ele continuou: — Pablo conversou com funcionários, conseguiu informações e até um retrato falado do homem que apareceu como técnico naquele dia.
Fiquei surpresa com a eficiência de Pablo, mesmo estando debilitado.
— Pablo conseguiu tudo isso sozinho? — Perguntei, impressionada, eu sabia que ele era mega eficiente, mas estava se recuperando de um acidente aéreo.
Victor soltou um pequeno sorriso.
— Segundo ele, foi graças ao charme dele e a uma promessa de jantar.
Mesmo no meio daquela tensão, acabei soltando uma risada curta.
— Meu Deus… — Balancei a cabeça, não acreditando no que eu ouvia. — Ele realmente fez isso por informações?
Victor quase sorriu.
— Eu também fiz essa mesma pergunta a ele — comentou, sorrindo, e Mel balançou os bracinhos, observando-o. Ele olhou para ela, fez carinho por alguns segundos, depois me olhou.
E logo sua expressão endureceu novamente.
— Elisa, alguém planejou aquilo e está bem evidente. Isso não foi um acidente. Alguém mexeu naquele avião sabendo exatamente o que estava fazendo. E o objetivo era me matar.
Meu peito apertou. Minha mente foi imediatamente para Melissa, para mim, para Victor e para nossa família. Se alguém tentou matá-lo uma vez… Quem garantia que não tentaria de novo?
Talvez Victor tenha percebido meu medo, porque sua voz saiu mais baixa quando falou:
— Vou descobrir quem foi. Fique tranquila, não quero que se preocupe. Você está grávida e já teve estresse demais. Agora eu cuidarei de tudo.
Olhei para ele. Havia uma firmeza assustadora em seu olhar.
— E essa pessoa vai pagar por cada morte e por ousar se meter com um Baltimor.
Aquela promessa não soou como raiva momentânea. Soou como um juramento. E eu sabia que Victor cumpria tudo o que prometia. Principalmente quando envolvia aqueles que ele amava. Ou aqueles que ele considerava sua responsabilidade.
Respirei fundo e apenas assenti. Porque eu também queria isso. Queria justiça, queria respostas, queria que alguém pagasse por toda aquela dor.
Revirei os olhos quando ouvi aquilo pela terceira vez no mesmo dia.
— Você é dramático.
Ele me olhou indignado.
— Dramático? Elisa, eu sou o primeiro-ministro e precisei de ajuda para tomar banho e limpar a bunda. Isso é vergonhoso.
Cruzei meus braços fazendo uma expressão séria, mas por dentro estava me segurando para não rir.
— E continua precisando de supervisão, porque é teimoso.
Ele apontou para mim.
— Você é uma ditadora.
— E você está insuportável e rabugento.
Ele olhou para mim com um sorriso convencido e debochado, achando graça do que falei. Fingi ignorá-lo completamente, mas sorri por dentro.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.