ELISA RIVER.
As sessões diárias com o psicólogo estão fazendo muito bem para Victor. E tenho uma novidade, Pablo aceitou falar com um psicólogo e já começou as sessões. O que foi uma ótima notícia para todos, principalmente para seu pai.
Hoje era um dia importante para o Victor, finalmente voltaria para o próprio quarto.
O famoso quarto improvisado havia sido útil no início da recuperação, mas Victor o odiava profundamente. Segundo ele, não tinha privacidade, não tinha silêncio, não tinha dignidade e, principalmente, não tinha paz. O que era um exagero, pois ninguém nem vinha aqui o incomodar, nem barulho se ouvia daqui de dentro.
— Era praticamente uma humilhação pública — reclamou.
— Dramático — respondi.
— Realista.
Mas, segundo ele, aquele quarto era uma afronta pessoal.
— Não tinha nada que eu precisava ali.
Reclamou pela centésima vez enquanto observava dois funcionários levarem algumas de suas coisas de volta para seu quarto no segundo andar.
— Tinha cama, banheiro e conforto — respondi.
— Exatamente, mas faltava a minha dignidade. E não tinha nada que fosse do meu gosto e com a minha identidade. Parecia um quarto de hospital, mas dentro da minha casa. Não combina comigo.
Soltei uma risada. Victor era um paciente extremamente chato e encrenqueiro. Talvez o pior do mundo.
Mas vê-lo assim, reclamando, implicando e implicando ainda mais, me deixava feliz. Porque significava que ele estava melhor. Muito melhor.
Melissa parecia compartilhar da mesma opinião, ela estava nos meus braços, chupando os dedinhos e soltando seus barulhinhos animados enquanto observava toda a movimentação.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.