ELISA RIVER.
Victor arregalou os olhos imediatamente, como se eu tivesse sugerido um crime.
— Não vou dormir naquele sofá horrível.
Quase ri da indignação dele.
— Horrível? Para mim, ele é muito confortável e perfeito.
— Ele é horrível, não foi você que dormiu nele — repetiu com convicção. — Fiquei com dor nas costas quando dormi nele. E ele é muito pequeno para mim. Nem pude esticar as pernas, tive que ficar encolhido ali.
Fez uma pausa dramática e completou:
— Prefiro a cama. E o seu cheirinho gostoso. Sabe que ele me acalma. E, graças a ele, eu recuperei minhas memórias. Preciso senti-lo todos os dias. Vai que me esqueço de novo? Tenho que garantir que minha mente esteja saudável.
Que homem impossível. Agora ele queria jogar sujo, apelando para o período em que estava sem memória. Apoiei uma mão na cintura e sorri devagar. Um sorriso perigosamente calmo. Daqueles que ele conhecia bem.
Victor percebeu. E claramente entendeu que vinha problema.
— Sei… — Dei alguns passos até a cama, olhando para ele com falsa doçura. — Mas, se você atrapalhar meu sono, vai dormir naquele sofá.
Apontei novamente para o móvel odiado por ele.
— E não quero reclamações. — Inclinei-me um pouco e finalizei: — Ou então, pode simplesmente cair fora do meu quarto.
Victor me observou por alguns segundos. Depois, abriu aquele sorriso convencido, bonito e irritante.
— Você fica ainda mais bonita quando me ameaça.
Revirei os olhos com força.
— Boa noite, Victor.
— Isso significa que posso ficar?
Não obtive resposta. Então, senti o movimento na cama e, em seguida, suas mãos nos meus ombros. Meu corpo inteiro arrepiou. Logo depois, senti sua respiração próxima e quente contra minha pele. E então ouvi aquela voz máscula, grave e perigosamente baixa, bem perto do meu ouvido.
A voz que sempre me desmontava.
— Não posso, não consigo e nem quero ficar mais afastado de você, minha diaba.
Um calor intenso atravessou meu corpo inteiro no mesmo instante. Minha respiração falhou. E o safado ainda beijou a curva do meu pescoço, piorando tudo.
Merda. Assim eu não aguentava. Já fazia tempo demais desde a última vez que estivemos juntos. Desde que ele saiu para aquela viagem maldita.
— O que pensa que está fazendo? Sabe que não pode…
Senti sua mão no meu rosto e ele ser virado. Fui calada com um beijo arrebatador, intenso e impossível de resistir. E, como sempre acontecia com Victor Baltimor…
Eu retribuí.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.