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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 216

ELISA RIVER.

Victor arregalou os olhos imediatamente, como se eu tivesse sugerido um crime.

— Não vou dormir naquele sofá horrível.

Quase ri da indignação dele.

— Horrível? Para mim, ele é muito confortável e perfeito.

— Ele é horrível, não foi você que dormiu nele — repetiu com convicção. — Fiquei com dor nas costas quando dormi nele. E ele é muito pequeno para mim. Nem pude esticar as pernas, tive que ficar encolhido ali.

Fez uma pausa dramática e completou:

— Prefiro a cama. E o seu cheirinho gostoso. Sabe que ele me acalma. E, graças a ele, eu recuperei minhas memórias. Preciso senti-lo todos os dias. Vai que me esqueço de novo? Tenho que garantir que minha mente esteja saudável.

Que homem impossível. Agora ele queria jogar sujo, apelando para o período em que estava sem memória. Apoiei uma mão na cintura e sorri devagar. Um sorriso perigosamente calmo. Daqueles que ele conhecia bem.

Victor percebeu. E claramente entendeu que vinha problema.

— Sei… — Dei alguns passos até a cama, olhando para ele com falsa doçura. — Mas, se você atrapalhar meu sono, vai dormir naquele sofá.

Apontei novamente para o móvel odiado por ele.

— E não quero reclamações. — Inclinei-me um pouco e finalizei: — Ou então, pode simplesmente cair fora do meu quarto.

Victor me observou por alguns segundos. Depois, abriu aquele sorriso convencido, bonito e irritante.

— Você fica ainda mais bonita quando me ameaça.

Revirei os olhos com força.

— Boa noite, Victor.

— Isso significa que posso ficar?

Não obtive resposta. Então, senti o movimento na cama e, em seguida, suas mãos nos meus ombros. Meu corpo inteiro arrepiou. Logo depois, senti sua respiração próxima e quente contra minha pele. E então ouvi aquela voz máscula, grave e perigosamente baixa, bem perto do meu ouvido.

A voz que sempre me desmontava.

— Não posso, não consigo e nem quero ficar mais afastado de você, minha diaba.

Um calor intenso atravessou meu corpo inteiro no mesmo instante. Minha respiração falhou. E o safado ainda beijou a curva do meu pescoço, piorando tudo.

Merda. Assim eu não aguentava. Já fazia tempo demais desde a última vez que estivemos juntos. Desde que ele saiu para aquela viagem maldita.

— O que pensa que está fazendo? Sabe que não pode…

Senti sua mão no meu rosto e ele ser virado. Fui calada com um beijo arrebatador, intenso e impossível de resistir. E, como sempre acontecia com Victor Baltimor…

Eu retribuí.

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