— O lugar não é tão grande, para onde mais você acha que pode fugir?
Clarice o seguiu até o corredor e, ao notar que não havia ninguém por perto, chamou por Rafael para detê-lo.
Rafael olhou para trás e abriu um sorriso para ela.
— Cunhada, o que está fazendo?
Talvez fosse a força do hábito, pois, por mais que não gostassem de Clarice, eles ainda a chamavam de cunhada para manter as aparências.
Clarice aproximou-se alguns passos.
— Preste atenção nas suas palavras. Eu não sou sua cunhada.
Rafael deu um tapinha leve na própria boca.
— Culpa minha, ainda não me acostumei com a mudança.
Clarice deu uma risada leve.
— Por que você está se escondendo de mim?
Rafael riu, sem graça.
— Que isso? Eu só estava com muita pressa para ir ao banheiro.
Clarice torceu os lábios.
— Pressa para o banheiro? E desde quando você tem o hábito de se aliviar em público?
Rafael olhou na direção para a qual estava caminhando e o sorriso desapareceu de seu rosto instantaneamente.
Aquele era o caminho para as cozinhas.
Ele pigarreou levemente.
— Clarice, o que exatamente você quer fazer? Se Orlando nos vir, como vou ficar nessa situação?
Clarice não se importava com as preocupações dele.
— Isso não é problema meu. Como está a mãe da Kátia?
Rafael respondeu com sinceridade.
— Na mesma de sempre.
Clarice continuou perguntando.
— A sua mãe mencionou algo sobre mim nos últimos dois dias?
Rafael hesitou por um segundo antes de responder.
— Sim, ela me fez várias perguntas sobre os seus gostos e interesses, mas como eu saberia de alguma coisa?
A mãe dele estava determinada a se aproximar da Família Alves, e agora Kátia havia se casado em segredo com Erasmo.
O plano dela estava prestes a ser bem-sucedido.
— Volte e dê um aviso a Kátia, diga que irei procurá-la.
Rafael respondeu rapidamente.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Tentação do Segundo Casamento