Bombardeada por essas acusações, o rosto de Elisa perdeu a cor, passando do vermelho para a palidez total.
Ele era alérgico a manga? Será que já não gostava de nenhuma daquelas frutas?
Como isso era possível?
Ela se lembrava tão bem...
— Tia Elisa, não sei exatamente o que a motiva a permanecer na família Alves a qualquer custo — disse Clarice, erguendo-se e caminhando em direção à mulher. — Mas, se diz que é por amor, então deixe o Erasmo em paz. Esta casa nunca lhe ofereceu amor genuíno, somente manipulação.
As palavras de Clarice foram afiadas e implacáveis.
Elisa ficou muda; não possuía o dom da retórica e, diante daquele ataque, sentiu-se incapaz de articular uma única sílaba.
Contudo, de uma coisa ela tinha certeza: a única razão de continuar naquela casa era o filho.
Ela não podia ir embora até que ele assumisse o controle total da Família Alves.
Logo, as alegações da jovem não passavam de mentiras cruéis e difamatórias.
Uma agitação repentina apossou-se de Elisa.
— Você está errada! Tudo o que disse é mentira! Vá embora, saia daqui agora mesmo! Não é bem-vinda nesta casa! — gritou Elisa.
E começou a tentar expulsá-la, chegando ao ponto de empurrá-la com as mãos.
O ímpeto foi tamanho que Clarice cambaleou e quase caiu no chão.
Nesse exato momento, um homem de meia-idade que descia as escadas e que, por sinal, era o mordomo da mansão, interveio rapidamente, sinalizando para que outros criados se aproximassem.
Elisa foi afastada a contragosto.
— Escoltem a senhora Vieira de volta ao quarto dela. — instruiu o mordomo.
— Peço perdão, senhorita Adriel. Sinto muito pelo susto. A senhora da casa solicitou a sua presença. — disse o mordomo com polidez, após a mulher ter sido removida.
Clarice lançou um olhar reprovador em direção ao corredor por onde Elisa fora levada e suspirou, franzindo a testa.
VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Tentação do Segundo Casamento