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A vida dupla da babá: Santa de dia, Scarlat à noite romance Capítulo 118

"Érick"

Já passava das dez da noite quando a minha mãe e os meus amigos saíram da minha casa. A Alice tinha ido dormir radiante, ainda repetindo que agora éramos uma "família de verdade", e aquilo deveria ter me dado paz. Mas quando eu cheguei no topo da escada e vi a Lorena sair do quarto a Alice para entrar no seu próprio quarto, a irritação começou a formigar sob a minha pele. Eu andei pelo corredor a passos rápidos e abri a sua porta, a segurando pelo pulso antes que ela desse mais um passo para longe de mim.

- Outra vez, Lorena? - A minha voz saiu como uma cobrança e ela me encarou como se não entendesse o que eu queria. - Eu te quero no meu quarto. Nosso quarto.

- Érick, a Alice sabe que estamos namorando, mas... - Ela tentou argumentar, mas eu a puxei para o meu peito, prensando seu corpo contra o meu no vão da porta aberta.

- A Alice sabe que vamos nos casar e está radiante com isso e o casamento para ela é só um detalhe, porque ela sabe que já somos família. A minha mãe sabe que vamos nos casar. O mundo está prestes a saber. Os funcionários já sabem que você é a dona da casa. Os meus amigos me viram aos seus pés esta tarde. - As minhas mãos seguraram a cintura dela, a apertando com uma urgência que eu não conseguia mais conter. - Eu passei o fim de semana inteiro sentindo o seu cheiro no meu travesseiro. Eu não vou entrar naquele quarto imenso sozinho e encarar a cama vazia enquanto você dorme a dez metros de mim por pura teimosia.

- Não é teimosia, é... está tudo tão complicado, Érick. - Ela arquejou quando minha boca encontrou o ponto sensível do seu pescoço. - É o meu refúgio, Érick. Quando tudo fica demais.

- Entenda, Lô, a partir de agora o seu refúgio sou eu. É a mim que você vem quando tudo ficar demais.

Eu a ergui, a forçando a entrelaçar as pernas na minha cintura enquanto eu caminhava em direção ao meu quarto. Eu não ia mais pedir permissão. Eu estava reivindicando o que era meu. Eu a estava colocando no lugar ao qual ela pertencia.

No escuro do meu quarto, o mundo lá fora, o Conselho, a Verônica, a maldita dívida quitada sabe lá Deus por quem, tudo deixou de existir. A Lorena era a única realidade que importava. Eu a coloquei sobre a cama, deixando beijos pelo seu pescoço, enquanto eu esticava o braço para acender o abajur na mesinha de cabeceira.

Sem pressa nenhuma eu tirei o vestido do seu corpo. A lingerie de renda cinzenta que ela usava brilhava como prata, seus seios pareciam estar prestes a se derramar do sutiã meia taça. Eu me levantei e tirei a minha roupa devagar, enquanto apreciava o seu corpo sob os meus lençóis cinza escuros. Era como observar uma obra de arte, o contraste da sua pele com os diferentes tons de cinza, o brilho dourado da luz do abajur sobre o seu corpo, os seus longos cabelos castanhos esparramados pelos travesseiros.

- Como você é linda! - Eu pairei sobre ela na cama, passei o meu nariz entre os seus seios, sentindo o cheiro doce e viciante do coco e do açúcar mascavo. - Deliciosa. - Eu sussurrei e abaixei a taça do sutiã para provar o seu seio em minha boca.

Eu suguei o seu mamilo intumescido e ela gemeu e arqueou as costas como se precisasse de mais. Eu repeti a carícia no outro seio, as minhas mãos deslizando pelo seu corpo, sentindo a sua pele macia, o calor dela que me fazia sentir tantas coisas.

- Você me deixa sem fôlego, minha fada. Nada mais no mundo me importa se eu não tiver você. Eu sinto uma necessidade quase febril de tocar você. Eu quero te proteger, te dar o mundo, reverenciar o seu corpo todas as noites, te ter dormindo nos meus braços, acordar com um beijo seu.

Capítulo 118: Território Conquistado 1

Capítulo 118: Território Conquistado 2

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