— Calma, já passou. Fica com o Breno e faz o que ele mandar.
— Eu sei. Mas não tem como você ficar comigo?
Antes de Beatriz poder falar, o homem tomou o celular da mão dela.
Theo respondeu para ela do outro lado da linha.
— Senhorita Letícia, a Beatriz e eu temos um assunto para discutir. O Breno está com você, não precisa se preocupar.
Letícia ficou segurando o celular depois que desligaram, com as lágrimas ainda nos olhos e meio perdida.
O que um homem estava fazendo com a Bia?
Breno dirigia o carro. Vendo a expressão confusa da mulher, comentou: — A senhorita só escapou por causa do Sr. Hoffman.
— O Sr. Hoffman, noivo da Bia? — Letícia se tocou e perguntou.
Breno confirmou com a cabeça. — Vou te levar para a delegacia primeiro. Você conta o que viu e depois vai ficar em um hotel. Quando eles forem presos, você pode voltar para casa.
— E se não acharem? Eu nunca mais vou poder voltar?
— Pode voltar, mas não garantimos a sua segurança.
Letícia quis chorar.
— Cara, você é grande e forte. E se eu te contratar como meu segurança para me proteger?
A ideia dela era procurar uns brutamontes para a empresa ajudar na cobrança, mas o plano deu errado. Ela viu o que não devia e acabou virando alvo de perseguição!
Que falta de sorte.
— Não. — Breno negou na hora.
Letícia bateu no peito, com ar de rica. — Eu tenho dinheiro.
Breno nem olhou para ela. — Tenho medo de você ter dinheiro e não ter vida para gastar.
...
Logo depois de desligar o telefone, Theo segurou os pulsos dela acima da cabeça, sem apertar muito, mas firme, tomando cuidado para não pegar na palma machucada.
— Continuando.
Assim que falou, abaixou a cabeça para beijá-la. Beatriz desviou o rosto, com a respiração um pouco irregular.
— E agora? — Theo franziu a testa, tentando se controlar, soando com certa impaciência.
— Só dessa vez.

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