— Sim. — Beatriz respondeu com a cabeça, como se fosse o óbvio.
Naquela época, ela não sabia que ele era o Henrique Hoffman Jr. Como ela poderia engravidar tão fácil assim?
Se ela entrasse para a família Hoffman grávida de outro, seria um escândalo imenso. A família jamais a aceitaria, a família dela sofreria as consequências e seria envergonhada em Metrópolis.
Theo estreitou os olhos, e seu olhar ficou perigoso de repente. — Não quer engravidar do meu filho?
Beatriz mordeu um pouco o lábio, desviando o olhar. — Pelo menos não agora. Mais tarde... dependerá de você.
Ele não adorava cobrar as atitudes das pessoas? Então ela faria igual.
...
Ela soube usar muito bem as coisas.
— Você entende disso, sabe que os remédios fazem mal. Engravidar não acontece da noite para o dia. — Theo se levantou e apontou para a cabeceira da cama. — Suas roupas estão prontas. Desça para comer.
Observando-o se afastar, Beatriz logo se arrumou.
A roupa estava perfeita no corpo, quase como se fosse sob medida.
O sol da tarde entrou pelas janelas, iluminando a casa inteira com a luz.
Ela andou descalça pelo tapete. Seguindo o cheiro da comida, entrou na sala de jantar e viu o homem saindo da cozinha com os pratos, ficando um pouco surpresa.
— Então você também sabe cozinhar?
— Experimente.
Tinha carne com pimentão, legumes, e sopa de tomate com ovo. Dois pratos e uma sopa que davam água na boca, abrindo o apetite.
Como não comia nada desde a noite anterior, já estava morta de fome.
Beatriz pegou e provou um pouco. Seus olhos se iluminaram na hora.
— Não pensei que você tivesse essa habilidade escondida, sendo tão chique assim.
Foi uma grata surpresa.
Theo colocou sopa na tigela para ela, falando com calma: — Apesar de tudo, sou uma pessoa normal. Comer e cozinhar são coisas básicas para sobreviver.

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