— Bom, vou acreditar em você mais uma vez. Mas você vai pedir desculpas à sua irmã agora!
Isadora cerrou os punhos. — Irmã, desculpe!
Tão boazinha?
A surpresa cruzou os olhos de Beatriz.
Quando ela aprendeu a engolir o orgulho?
Isso fez com que ela a visse com outros olhos.
— Você sai primeiro, ainda tenho que falar com a sua irmã.
— Entendi.
Isadora a fulminou com o olhar antes de sair.
— Beatriz, Dom Henrique já te procurou?
— Ainda não.
Beatriz levantou e indicou o sofá.
Ela acompanhou Otávio e sentou no sofá, preparando chá devagar e com movimentos precisos.
A fumaça subiu e o cheiro do chá se espalhou.
Ela serviu um copo para Otávio primeiro, depois serviu um para si e provou.
Otávio tomou um pequeno gole. — A sua habilidade com o chá está melhor que três anos atrás!
Beatriz abaixou os olhos para as folhas no copo, com os cílios tremendo e escondendo a emoção.
Nos três anos que esteve fora de Metrópolis, melhorou suas habilidades culinárias e cuidou da casa para Arthur.
Como Arthur gostava de chá, ela praticou, chegando a aprender com um mestre por um mês em segredo.
Sempre que Arthur trabalhava em casa, ela preparava um bule de chá e ficava quieta ao seu lado.
Pensar nisso agora era irônico, mas parece que não foi tudo em vão.
— Se o senhor gosta, posso fazer sempre.
Otávio olhou para ela tão mansa e calada, com o olhar distante.
— Você está cada vez mais parecida com sua mãe...
— Muito parecida?
— Sim, muito.
— Então já encontrou alguma pista de como ela sumiu na época?
Ela sabia que Otávio nunca desistira de procurar sua mãe biológica esses anos todos.

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