POV: SKY BITTENCOURT
Um beijo avassalador que mandou toda a minha sanidade direto para o espaço. A boca dele tocou a minha e o mundo ao redor simplesmente desmoronou. O beijo era como um buraco negro, uma força gravitacional violenta e escura que me puxava para o centro de um jeito que eu não conseguia e nem tinha forças para lutar contra. Era como se meu corpo Pipeline estivesse indo contra a minha própria vontade, totalmente rendido ao magnetismo dele.
O Rocco deitou a mão grande na minha nuca, jogando o meu cabelo ruivo para o lado com pressa, e aprofundou o toque. A minha boca engolia a dele sem dar tempo nem para respirar, em uma sincronia caótica, como se respirar fosse perda de tempo e sugar os lábios um do outro fosse a coisa mais importante do universo.
Meu ventre se contraiu inteiro sob uma pressão absurda; uma onda de choque térmica subiu pela minha espinha, me deixando arrepiada da cabeça aos pés, e o meu coração acelerou tanto que parecia que ia quebrar as minhas costelas. Senti a minha calcinha molhar de um jeito avassalador, uma umidade pesada, quente e completamente diferente de qualquer reação que eu já tinha tido na vida. Não era linear, não era calmo. Era um incêndio.
Ele soltou um gemido abafado e rouco contra a minha boca, um som necessitado que vibrou direto na minha garganta. Minhas mãos agiram por conta própria, cravando as unhas nos ombros largos dele enquanto o Rocco passava as mãos pelas minhas costas com força, descendo pelo tecido curto de coqueiro até alcançar a minha bunda. Ele apertou as minhas nádegas com vontade, puxando o meu corpo para cima, forçando o meu quadril a se encaixar e se esfregar direto contra o dele. O atrito me fez soltar um gemido sôfrego, que ele engoliu com gosto antes de descer os lábios pelo meu queixo e morder de leve a linha do meu pescoço.
Enterrei o rosto no vão do pescoço dele, devolvendo os gemidos baixos enquanto ele sugava e chupava a minha pele ali, deixando uma marca que com certeza me condenaria no dia seguinte. O Rocco subiu as mãos possessivas e apertou os meus peitos por cima do vestido, e uma descarga de prazer puro me fez arquear as cookies; eu amava o toque dele, odiava o quanto gostava daquilo. Ele voltou a apertar a minha bunda com força, colando a testa na minha, com a respiração tão descontrolada quanto a minha.
— Mulher... você vai acabar com a minha sanidade — ele sussurrou, a voz arrastada.
Aquelas palavras me trouxeram de volta para a terra firme por um segundo. Olhei para o pano de piquenique, lembrei do Gael e o choque de realidade me atingiu. Reuni as forças que me restavam e empurreu o peito dele para trás, me afastando um pouco.
— A gente não pode fazer isso... — falei, a voz saindo num fio.
O Rocco fechou os olhos por um segundo, engolindo em seco, e assentiu com a cabeça.
— Eu sei. Então é melhor a gente parar.
Mas a minha boca parecia ter vontade própria. Olhei para aqueles lábios e, num impulso de pura loucura, avancei de novo, abraçando o pescoço dele e colando nossas bocas em mais um beijo estalado e necessitado. O Rocco me segurou pela cintura, subiu as mãos pelas minhas costas, me puxando mais para ele, e depois levou as mãos à minha bunda, me forçando a me esfregar nele.
— Ah, Rocco... — gemi o nome dele sem querer.
Caralho, eu estava completamente fodida.
Ele me empurrou de leve para trás, rompendo o contato.
— O Gael... — ele alertou, com a voz grave, me lembrando do rapaz que estava prestes a voltar.
— Ah, é... — murmurei, tentando puxar ele para mais um beijo, completamente dopada pelo toque dele.
Nossos lábios se encostaram de novo, mas um assobio alto ecoou vindo do corredor do hotel. Num reflexo rápido para nos separar antes que fôssemos pegos no flagrante, ele me ergueu do seu colo, me colocando de pé.
Só que eu sou a Sky Bittencourt, o desastre em formato de gente e com as pernas de gelatina. Perdi totalmente o equilíbrio, balancei os braços no ar e caí de costas direto para dentro da água da hidromassagem, fazendo um estrondo imenso e molhando o deque inteiro.
Subi para a superfície cuspindo água, com o cabelo ruivo grudado no rosto e o vestido de coqueiro colado ao corpo, completamente encharcada.
— Seu filho da mãe! — gritei, limpando os olhos com força, bufando de puro ódio. — Filho da mãe!
— Desculpa! — o Rocco falou, estendendo a mão na minha direção, tentando segurar o riso.
— Não encosta em mim! — berrei, batendo na mão dele com força, me recusando a aceitar a ajuda daquele projeto de satanás.
O Gael apareceu no deque, segurando a garrafa de champanhe e três taças. Ele parou estático, olhando para o Rocco em pé e para mim, caída dentro da água, parecendo um pinto molhado.
— Mas... o que aconteceu aqui? Está tudo bem? — o Gael perguntou, confuso, deixando as coisas no chão e correndo para a beira da piscina para me ajudar.
O Rocco limpou a garganta, recuperando a pose de CEO num piscar de olhos.
— Ah, está tudo ótimo, Gael. É que você sabe como a Bittencourt é... bem desastrada, não é? Ela se assustou, tropeçou e caiu.
Ele estendeu os braços para me ajudar a sair da água. Segurei as mãos dele e me puxei para fora, pisando no deque e deixando uma poça ao meu redor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário