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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 107

POV: SKY BITTENCOURT

Abrir os olhos de manhã em um dia de semana geralmente significava encarar o teto com manchas de infiltração do meu apartamento e calcular mentalmente quantos boletos iam vencer antes do meio-dia. Mas hoje o teto era alto, o lençol parecia ter sido tecido por anjos e o travesseiro tinha cheiro de Malbec, sândalo e homem rico.

Virei o pescoço devagar, ainda meio sonsa, e dei de cara com uma muralha de músculos cobertos por uma pele quente. O Rocco estava dormindo de lado, com o braço jogado por cima da minha cintura, parecendo um guerreiro grego que tinha cansado de guerrear e resolveu tirar um ronco. O cabelo preto estava todo bagunçado na testa e a barba por fazer roçava de leve no meu ombro.

Fiquei ali parada, admiring aquela perfeição ofensiva, até que as esmeraldas dos olhos dele se abriram devagar. Ele nem prescindiu de tempo. Só me olhou com aquele sorriso de canto de boca com preguiça e me puxou um centímetro mais perto.

— Bom dia, aluna maluca — a voz dele saiu tão grave e rouca que rebatia direto no meu útero.

— Ai, não me olha! — me encolhi na hora, puxando o edredom até o nariz. — Eu devo estar horrorosa. Cabelo parecendo uma bucha de bombril, cara amassada, bafo de quem mastigou uma meia suja... Por favor, vira para lá.

O Rocco soltou uma risada curta, o peito dele tremendo contra o meu. Ele segurou o topo do edredom com firmeza e puxou para baixo, me obrigando a encarar aquele monumento de homem.

— Você está linda, Bittencourt. Para de bobeira. Se o seu cabelo está parecendo uma bucha mesmo, é uma bucha cor de fogo bem interessante. E a sua cara amassada só me dá vontade de amassar um pouco mais. Sobre o bafo, melhor não abrir a boca para reclamar — ele debochou sorrindo.

— Idiota — dei um tapinha em seu braço enquanto sentia minhas bochechas esquentarem de vergonha.

Ter um bilionário de braços largos dizendo que você está linda logo cedo era uma agressividade para o meu coração de pobre, virgem, desajeitada e endividada. Na noite anterior, sob o efeito daquela loucura toda e daquela fricção absurda na cueca dele, eu tinha sentido uma entrega tão profunda que parecia que havia anjos cantando ao fundo. Eu estava assustadoramente confortável ali, aninhada no corpo dele.

Eu lembrava de ter ido dormir completamente pelada depois do nosso round exaustivo, enquanto ele tinha ficado deitado só de cueca box. Acordei no meio da noite e vi que ele estava tomando banho, então me levantei, aproveitei o momento para vestir um baby doll de shortinho e voltei para a cama. Ele também foi vestir uma calça de moletom cinza antes de deitar de novo.

— Bom, temos que levantar — disse tentando me arrastar da cama.

Mais ele me abraçou e me puxou para ele novamente.

— Não... só mais cinco minutos — ele disse quase miando igual um gatinho. Me abraçou forte e me puxou para ele, tanto que senti algo rígido cutucar minhas costas e não era o umbigo dele.

— Vejo que seu amiguinho aí embaixo acordou. Então ele tem certidão de nascimento e CPF próprio? Como que é? Acho que ele também quer trabalhar.

— Você não tem o menor decoro, Sky. Um nome perfeitamente funcional e viril, e você faz parecer uma piada de quinta categoria. A autoestima do rapaz é sensível a deboches, sabia?

— Ah, desculpa! Eu esqueci. Mas pensei que o Rei do sexo não se deixava abalar por comentários assim. Você falando dessa forma parece que ele é uma pessoa sensível — rolei rindo no colchão, me afastando dele para levantar enquanto chutava as pernas por baixo do cobertor. — Imagina na empresa? "Senhor Blackwood, o Big Black precisa de um reajuste orçamentário!" Hahaha! — me sensação na cama virando o pescoço ainda gargalhando.

— Você é uma peste, Bittencourt — ele resmungou, em meio aos sorrisos. Ele se levantou da cama em um movimento fluido, me deixando sem ar por um segundo com aquela visão da calça de moletom cinza marcando exatamente o que estávamos discutindo.

Ele se espreguiçou, os músculos do abdômen saltando de um jeito covarde sob a luz do sol, e olhou para o banheiro.

— Então vou tomar banho. E acho que a estrutura daquele box também suporta uma arquiteta atrevida.

— O quê? Banho? Juntos? — gaguejei, a timidez batendo na porta de novo.

— Sem desculpas agora. Anda.

Ele não esperou. Veio até a cama, me puxou pela mão, mesmo comigo tentando protestar.

— Bom, a gente precisa se livrar disso — ele disse, segurando a alcinha da blusa do meu baby doll.

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