POV: ROCCO BLACKWOOD
Fechei a porta de madeira pesada atrás de mim e o estalo seco da fechadura ecoou pela suíte. O som bruto do meu movimento fez a Sky dar um sobressalto na cama. Ela se mexeu assustada, tencionando os ombros de uma vez.
— Boa... boa noite — ela soltou, com as palavras saindo atropeladas.
— Boa noite — respondi, o tom saindo grave e metalizado por causa do modulador de voz preso ao meu pescoço. Dei dois passos compassados para dentro da penumbra vermelha. — Tudo bem?
— É... é... sim — ela gaguejou, ajeitando os dedos no tecido do colchão, claramente perdida na escuridão da própria visão bloqueada.
Comecei a rodar pelo quarto devagar, caminhando sobre o tapete felpudo enquanto a admirava.
— Fiquei surpreso quando você entrou em contato comigo pedindo essa sessão — disparei, quebrando o silêncio sem rodeios.
A Sky engoliu em seco.
— Eu entrei em contato... porque estava precisando do dinheiro — ela confessou, com os lábios muito secos.
Parei de andar, ficando parado aos pés da cama de casal. Soltei uma risada curta, abafada pela máscara escura que cobria o meu rosto.
— Hum. Pensei que você estava com saudade de mim.
— Não foi ruim da última vez — ela rebateu rápido, levantando as mãos. — Mas eu realmente preciso do dinheiro. É uma questão importante.
— Eu entendo. Mas como você está se sentindo?
Ela franziu a testa por baixo da venda preta, confusa.
— Como assim? É sobre eu estar me sentindo pronta para aprender coisas novas aqui no subsolo? Para os próximos passos?
— Não é só isso — esclareci, a voz grossa vibrando perto dela. — Estou perguntando como você está se sentindo na vida real. Para poder ter uma experiência completa aqui dentro do Ambrosia, a pessoa precisa estar psicologicamente bem por fora.
— Eu estou ótima — ela mentiu de uma vez, a voz subindo um tom defensivo. — Eu preciso muito dessa situação e preciso muito desse dinheiro. O que você vai fazer comigo hoje? Qual é o round? Aceito qualquer coisa — ela disparou as perguntas, visivelmente nervosa.
— Calma. Está tudo bem. Eu queria conversar com você — anunciei de forma mansa.
— O quê? — Ela tencionou o corpo inteiro na cama, os dedos cravando no lençol. — Conversar? Em um clube desses?
— Sim. Tire a venda. Agora.
A Sky ergueu as duas mãos com lentidão e puxou o tecido preto dos olhos, piscando várias vezes para se acostumar com a luz fraca dos LEDs vermelhos do teto. O contraste da pele extremamente branca e do ruivo acobreado contra o lençol branco da cama era um absurdo de lindo, mas o semblante dela entregava o desgaste. A exaustão da semana no hospital e a correria por causa do projeto tinham deixado olheiras nítidas e arroxeadas ao redor dos olhos claros dela.
Aproximei-me da lateral da cama e me inclinei levemente, fixando o olhar nela.
— Quero que você se sinta segura comigo, confortável na minha presença, para que a gente possa testar os seus limites físicos depois. Você é muito linda, Sky. Mas precisa sorrir mais. Quando você sorri, você fica ainda mais bonita.
O corpo dela ficou rígido e ela me encarou com os olhos arregalados, a respiração parando no peito.
— Falei algo errado?
— Eu... já ouvi isso antes — ela sussurrou, a voz falhando. — Sobre sorrir e ser mais bonita. Já que dois homens disseram a mesma coisa, deve ser verdade, né?
— Ah, é? Que bom — comentei, cruzando os braços novamente e fixando os olhos nela. — E você conseguiu gostar? Já descobriu do que o seu corpo gosta de verdade?
— Sim, eu acho — ela murmurou bem baixo, mordendo a parte interna da bochecha e desviando o olhar, envergonhada.
— Então é exatamente isso que a gente vai fazer na nossa sessão hoje — anunciei, deixando o tom predatório guiar o comando.
— O quê? — Ela voltou a me encarar num sobressalto, os olhos claros brilhando de ansiedade. — Você vai me tocar?
— Não — respondi com lentidão, mantendo a distância física e o controle absoluto do espaço. — Você vai se tocar para mim. Eu quero ver.
O rosto dela foi tomado por uma vermelhidão violenta que subiu do pescoço até a raiz dos cabelos ruivos. Ela soltou um arquejo e levou as duas mãos espalmadas ao rosto, cobrindo os olhos e as bochechas para tentar se esconder da minha visão.
Achei aquela reação a coisa mais fascinante do mundo. Era fofo e bizarramente engraçado ver como aquela garota, que tinha uma personalidade terrível, um gênio forte e batia de frente comigo, ficava completamente desarmada, tímida e indefesa com qualquer menção à própria intimidade.
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📢 NOTA DA AUTORA 📢
😈 E aí, vocês acham que o plano do Rocco vai dar certo?
👀 Conseguiram entender tudo o que ele está planejando fazer para ajudar ela?
🔥 O que vocês acham que ele deveria fazer com a Sky nessa sessão agora?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário