POV/ ROCCO
Respirei fundo, controlando o compasso do meu próprio peito para não perder as rédeas do momento.
— Afaste as mãos do rosto e sente-se na cama — ordenei, a voz firme ecoando no ambiente.
A Sky obedeceu devagar, revelando as bochechas coradas. Ela arrastou o corpo pelo lençol branco e escorou as costas firmemente na cabeceira estofada da cama.
— Abra as pernas — comandei de volta.
Ela afastou os joelhos com lentidão, expondo a calcinha de renda vermelha e a pele alva das coxas. Estiquei o braço até o criado-mudo de luxo, peguei o vibrador potente de silicone roxo.
— Você vai usar esse hoje — anunciei, dando um passo atrás. Peguei o aparelho na mão por um segundo para mostrar a interface técnica para ela. — Ele serve para o clitóris. Tem o botão de liga e desliga aqui no centro, e esses outros dois servem para o aumento e a diminuição da velocidade das pulsações.
Encostei o aparelho desativado na palma da mão dela, fazendo-a segurar o cabo.
— Entendeu? — pergunti, encarando-a fixamente.
A Sky engoliu em seco e acenou positivamente com a cabeça.
Caminhei até a poltrona de canto e me sentei de forma relaxada, pegando o chicote de couro curto que repousava no braço do estofado. Segurei o cabo com firmeza. Minha cabeça estava explodindo de tesão, mas eu precisava manter a pose de comando para assistir a cada movimento dela.
— Para começar, coloque a venda novamente, feche os olhos e se concentre no que te excita — exigi, observando o contraste dos fios ruivos enquanto ela posicionava o tecido preto sobre os olhos. — Quero que você pense na pessoa que te desperta esse tipo de reação. Se tiver, claro.
Apertei o couro do chicote, sentindo o suor frio na minha mão. Por dentro, meu cérebro implorava em um desespero mudo e violento: Por favor, que não seja o Gael. Não seja aquele desgraçado.
— Preste atenção apenas no som da minha voz. — continuei, o tom descendo para um sussurro grave. — Imagine que você e essa pessoa estão se beijando. Que ele está tocando a sua pele. Coloque a ponta do estimulador na boca. Chupe a ponta dele até molhar o silicone.
Ela hesitou, os lábios trêmulos se abrindo para acomodar a cabeceira redonda do vibrador. Assistir àquela boca úmida trabalhando no aparelho fez o meu membro rígido e espesso querer ser o objeto.
Desejei intensamente estar no lugar daquela máquina. Eu gostaria muito de sentir aquela boca.
— Agora ligue na velocidade máxima — ordenei, vendo o zumbido forte do motor preencher o quarto. — Leve a cabeça dele até o seu pescoço. Desça o relevo pelo meio do vão dos seus peitos, devagar.
Eu estava ficando completamente louco de tesão, assistindo àquela reação, e posicionei a cabeça vibratória direto no mamilo endurecido e rosado.
Ela se contorceu inteira contra o colchão, soltando um gemido agudo e necessitado.
— Isso. Exatamente isso, entendeu? Brinque com ele — instruí, mantendo a minha mão sobre a dela para ditar o ritmo. Comecei a inclinar o aparelho para mostrar as especificações técnicas do prazer. — Deite a cabeça dele contra a pele, agora coloque em pé... mude de lado. Use da forma que te faça sentir mais prazer. Você tem que se explorar.
Passei a mão dela subindo com o vibrador pelo pescoço tenso. Enquanto subíamos o traçado, usei a minha mão livre para acariciar a pele quente do pescoço dela, subindo até os cabelos ruivos para espalhar os fios, e depois deslizei meus dedos firmemente pelos braços dela até os pulsos, um toque focado para deixar ela se soltar e relaxar sob o meu comando. Minha cabeça dava nós de tanto desejo ardente.
Fiz uma pausa nos lábios dela onde ela deixou um beijo úmido no silicone, e depois guiei o percurso descendo novamente pelos seios fartos, pela barriga e pelas coxas grossas e macias. Posicionei sob a calcinha, e pressionei o a mão dela segurando o vibrador. Subi e desci o aparelho.
Afastei a minha mão da dela, dando um passo atrás.
— Agora o restante é com você — avisei.
Porque se eu continuasse não conseguiria parar.

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