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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 148

POV: SKY BITTENCOURT

Dei um gole longo no suco de uva para tentar engolir a minha vergonha junto. O Rocco me olhou de um jeito intenso, inclinou a cabeça e sorriu com aqueles lábios perfeitos enquanto coçava a barba rala com os dedos.

— O que foi? — perguntei, tentando manter a pose enquanto bebia um pouco mais de suco.

— O que nós somos de verdade, Bittencourt? — ele soltou, a voz grave cortando o ambiente de bofetão. — O que a gente é?

O IMPACTO da pergunta me pegou totalmente desprevenida. O líquido entrou direto pelo canal errado. Comecei a tossir feito uma condenada, esmurrando o próprio peito com força enquanto o oxigênio sumia da minha boca e o meu rosto ficava completamente vermelho de tanto engasgar, perdendo o resto da minha dignidade na frente dele.

— Você fez isso de propósito, Bittencourt? — ele zombou, levantando-se da cadeira com aquela calmaria irritante e batendo de leve nas minhas costas com a mão grande. — Se engasgar desse jeito só para fugir das minhas perguntas ou comentários?

— Não! — consegui responder, a voz saindo falhada, rouca e ardendo por causa do sufoco. — É porque você não pode disparar uma bomba dessas enquanto a pessoa está bebendo! Você quase me matou engasgada de novo, Blackwood!

O Rocco soltou uma risada alta, balançando a cabeça com deboche.

— Tudo bem, tudo bem. Eu vou respeitar o seu tempo de mastigação a partir de agora para não responder por um homicídio culposo. Você já acabou de comer?

— Não — respondi na defensiva, pegando mais um pedaço de pizza completamente contra a minha vontade, mastigando devagar só para ganhar tempo e tentar reorganizar os meus pensamentos destruídos.

Dei mais um gole no suco, mantendo os olhos bem longe dele. O Rocco continuou me monitorando com os braços cruzados na mesa, me deixando totalmente encurralada.

— Desse jeito você vai acabar vomitando tudo, Sky — ele avisou, erguendo a sobrancelha com aquele tom autoritário de sempre. — E eu já adianto que não estou com a mínima paciência para limpar vômito de moletom hoje.

Soltei um risinho abafado com a boca cheia de pizza, achando graça da total falta de jeito da situação. Bebi o resto do suco com pressa, me levantei da cadeira segurando o meu prato vazio e caminhei em direção à pia da cozinha para tentar escapar do foco daqueles olhos verdes.

Só que o Rocco se levantou da mesa, me seguiu a passos largos e segurou o meu braço antes que eu pudesse ligar a torneira para lavar o prato. Ele tomou o objeto da minha mão com firmeza, colocou na pia e girou o meu corpo devagar, me prensando de leve contra o mármore frio. Ele me olhou direto nas pupilas, sem joguinhos, sem piada.

— Não foge não, Bittencourt — ele pressionou, o hálito quente batendo direto no meu rosto, me deixando com as pernas bambas. — O que a gente é? Eu fiz uma pergunta.

Engoli o seco, sentindo o suor frio ameaçar voltar para a minha nuca.

— Ai, Rocco... eu não sei.

— Não sabe?

— Eu que te pergunto. O que você quer de mim?

— Bom, eu já te falei — ele respondeu, a voz descendo para aquele tom sério e possessivo que me deixava totalmente desarmada. — Eu já te disse que gosto de todas as suas imperfeições, seus defeitos, seus fiascos no boliche e essa sua cabeça dura.

Olhei para o peito dele, sentindo o meu coração martelar feito um condenado contra as minhas costelas. Ele estava falando sério. O Imperador estava se abrindo de verdade na minha frente.

— Então isso significa que você está... tipo... apaixonado por mim? — joguei a palavra no ar, com o peito subindo e descendo rápido.

O Rocco sustentou o meu olhar por longos segundos, o maxilar dele travando de leve antes de responder.

— Ah... Diferente — ele rebateu, estreitando os olhos com aquela soberba de homem rico que gosta de ter o controle de todos os prazos. — E a gente vai ficar tentando até quando, exatamente?

Olhei bem na cara dele, endurecendo o meu semblante de uma vez por todas. Era a hora de colocar os meus limites na mesa antes que eu me perdesse por inteiro nele.

— Você é um homem aparentemente ciumento e possessivo, Rocco. E eu sou uma mulher que tem uma lista gigantesca de problemas reais para resolver na vida agora. Eu não quero ser apenas mais uma submissa na sua coleção ou um passatempo de luxo para o seu ego do tamanho... bom, você já sabe do que, né.

— Eu sei... mas isso não tem nada a ver com a gente — ele murmurou, tentando se aproximar.

— Ouvi dizer que você é um dominador, tinha aquelas roupas esquisitas na sua casa e você é o dono do clube, então aposto que você tem alguma ou várias submissas por aí, né?

— É, mais ou menos — ele disse, dando alguns passos para trás e desviando o olhar.

A confirmação dele me gerou um certo desconforto físico, um ciúme real que apertou o meu peito, mesmo que eu não quisesse admitir de jeito nenhum. Mas aquilo só me deu mais certeza de que eu precisava me proteger. Eu era virgem, tinha aquele dom bizarro escondido que me fazia sentir impura, e a minha vida era um caos completo perto do mundo perfeito dele.

— Eu quero que você resolva as suas pendências, e eu preciso resolver as minhas — continuei, engolindo o nó na garganta. — A minha vida está uma bagunça completa agora, e eu não quero ficar dependendo de você para nada.

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Como é orgulhosa essa menina não é?

Alguém consegue entender ela? Ou não conseguem?

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