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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 150

NOTA DA AUTORA 🍦🍨 (CUIDADO COM A GLICOSE - MENINAS) 🚨

POV: ROCCO BLACKWOOD

Eu continuei afundando a minha boca na dela, sugando os lábios da Sky com uma fome que eu não conseguia mais mapear ou colocar dentro de uma planilha. O ar já tinha sumido dos meus pulmões há muito tempo, o meu peito doía pela falta de oxigênio, mas o meu corpo simplesmente se recusava a parar o beijo. Eu preferia morrer por falta de ar ali mesmo na cozinha do que parar de beijá-la.

Enquanto a minha língua invadia o espaço dela, a minha mente trabalhava em uma frequência totalmente caótica. Eu, Rocco Blackwood, o homem que tinha o mundo corporativo de joelhos, o engenheiro treinado para mandar e ser obedecido, estava ali aceitando ser rebaixado.

Eu tinha aceitado virar a porcaria de um segredinho sujo no sigilo só para não perder o caos daquela ruiva.

Meu ego jamais tinha me permitido pensar em uma humilhação daquelas antes, mas quando se tratava da Bittencourt, eu pensava em coisas complexas que eu não sabia explicar. O fato de ela não querer a minha ajuda com o dinheiro da cirurgia, de bater o pé para tentar resolver os problemas sozinha e de me impor aquelas regras idiotas de ficantes acendeu um alerta vermelho na minha cabeça. Eu tinha quase certeza de que aquela teimosia toda tinha alguma coisa a ver com o contrato do Dom Hades no Ambrósia.

Pelo menos eu esperava que fosse por isso, porque se toda essa resistência fosse por causa do Gael, eu jurava que ia pular da ponte do Guaíba.

Mas eu perguntaria para ela? Não, eu não perguntaria.

O desejo e o ciúme fritavam a minha consciência, o que me fez apertá-la contra o meu corpo com força. O IMPACTO do aperto fez a ruiva soltar um gemido abafado contra a minha boca.

— Rocco... — ela sussurrou entre os nossos lábios, tentando afastar o rosto um milímetro. — Preciso respirar.

Se ela não aceitava o meu dinheiro de forma direta, eu ia burlar o sistema dela. Eu ia mandar a equipe jurídica terceirizada da Blackwood CO assumir o caso do terreno e as dívidas dela, mentindo que era um procedimento padrão da holding para os finalistas do concurso. Eu ia mentir na cara dela, ia quebrar o contrato e pagar a multa que fosse necessária, mas ia resolver a vida dela pelas costas. Eu não me importava mais com as regras. Eu me importava só com ela. Apenas ela.

Afastei a minha boca da dela com um puxão curto, precisando sugar o ar para dentro antes que eu desmaiasse ali mesmo na cozinha. A Sky piscou, com os lábios vermelhos e totalmente inchados, o peito farto subindo e descendo de forma frenética enquanto tentava recuperar o fôlego que eu tinha roubado. Deslizei a palma da minha mão direita pelo pescoço dela, sentindo o pulsar acelerado da artéria contra os meus dedos calejados.

— Foi muito bom — confessei, a voz saindo mais rouca e grossa do que o normal.

A Sky soltou um risinho curto, tentando recuperar aquela pose de garota durona que ela usava como escudo.

— Dizem que quando a gente é tentante é melhor — ela provocou, a voz ainda meio falhada.

Arqueei a sobrancelha, encarando aquelas pupilas castanhas que mudavam de cor sob a luz da cozinha.

— E de onde você tirou isso, Bittencourt? De algum livro de romance por aí?

— É, sim. E dizem que outras coisas também são melhores — ela rebateu, com um brilho atrevido no olhar.

— Tô curioso para conhecer melhor essa filosofia — soltei, descendo o olhar para a boca dela.

Ela sorriu contra os meus lábios, o calor da pele dela me deixando tonto.

— Hum-mrun... agora eu quero sobremesa.

— Sobremesa?

— É, sobremesa — ela afirmou, mudando de assunto na hora e apontando com o queixo na direção da geladeira.

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