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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 156

POV: SKY BITTENCOURT

Abri os olhos devagar, sentindo o corpo mole. A primeira coisa que registrei foi uma ardência bem ali, no meio das minhas pernas, um lembrete físico e real de tudo o que tinha acontecido na noite anterior. Por incrível que pareça, a sensação não era ruim. Pela primeira vez em meses, eu me sentia leve. Olhei para o teto e o refletor de galáxia ainda projetava algumas luzes fracas, me fazendo lembrar do céu que ele tinha montado só para mim.

Eu poderia ter vendido a minha virgindade e resolvido todos os meus problemas. Mas resolvi ser egoísta e fazer o que eu queria.

Por mim e só por mim.

E acho que foi a minha melhor escolha.

Sorri, involuntariamente.

Valeu a pena. Cada momento.

Girei o corpo com cuidado e olhei para o lado. O relógio digital marcava quase sete horas da manhã.

O Rocco ainda estava dormindo. Fiquei um tempo encarando o rosto dele na penumbra, achando graça de como ele ficava bonito e quase pacífico daquele jeito. Com o cabelo escuro bagunçado no travesseiro e os cílios longos imóveis, ele nem parecia o CEO arrogante da Blackwood CO.

Levantei de fininho, segurando o lençol para não fazer barulho, e caminhei na ponta dos pés até o banheiro. A primeira coisa que fiz foi pegar a escova de dentes. Dei um risinho sozinha no espelho, lembrando do trauma que ele tinha me causado.

— Idiota — sussurrei, sorrindo.

Liguei o chuveiro no quente e entrei debaixo da água. Lavei o cabelo devagar, fechando os olhos enquanto o shampoo escorria pelo meu rosto.

Os flashes da noite anterior começaram a pipocar na minha mente. A textura gelada do sorvete de creme contrastando com o calor da boca dele, a língua dele me limpando no mármore, a pegada firme na minha cintura... Caramba. Só de lembrar, senti um arrepio forte rasgar a minha espinha e o meu corpo reagiu na hora, ficando excitado de novo.

Aquele homem era um perigo para a minha sanidade.

Desliguei a água, me sequei e vesti uma camiseta preta de linho que achei jogada na poltrona do quarto, junto com uma calcinha limpa que eu tinha na bolsa. A camiseta dele se ajustou bem nas minhas curvas e ficou batendo exatamente no meio da minha bunda. Amarrei o meu cabelo ruivo em um coque totalmente bagunçado e fui para a cozinha.

O Rocco continuava capotado. Achei estranho, já que eu pensava que generais e homens de controle acordavam antes do sol nascer, mas o homem trabalhou duro a noite passada, então ele merecia o descanso.

E isso me fez sorrir novamente.

Eu estava feliz.

Ridiculamente feliz.

Perigosamente feliz.

O tipo de feliz que faz a pessoa sorrir sozinha enquanto encara o nada como uma stalker?

Liguei o rádio da cozinha bem baixinho para não acordar o dono da casa. Estava tocando aquela música do Rubel, Partilhar. Fiquei ouvindo os versos baixinho e comecei a cantar junto, mexendo o quadril no ritmo da melodia:

Se for preciso, eu topo entrar numa briga Pra te salvar de qualquer perigo ou intriga Eu quero partilhar a vida boa com você

Sorri novamente.

Que droga.

Qual é o meu problema?

O tipo de feliz que faz a pessoa ouvir uma música romântica e pensar: nossa, talvez eu seja uma dessas pessoas que são insuportavelmente felizes.

Meu Deus.

Droga.

O Rocco Blackwood estava me transformando em uma dessas pessoas.

Abri a geladeira gigante dele para ver o que tinha. Sendo a cobertura de um bilionário, a despensa estava completamente abastecida. Peguei pão de forma, presunto e mussarela para montar um misto quente na chapa.

Sem saber o que geralmente gente rica come, mas eu estava faminta.

Coloquei o café para passar na cafeteira e o cheiro gostoso logo tomou conta de todo o ambiente.

Eu estava ali, concentrada na chapa e cantarolando baixinho, quando uma voz absurdamente rouca e colada na minha nuca fez o meu coração pular direto na garganta.

— Nossa... se você continuar dançando desse jeito, Bittencourt, eu não vou aguentar.

Travei no mesmo milésimo de segundo. O frio na barriga voltou com tudo e eu fiquei com uma vergonha tremenda de virar de costas.

Então fiz o que faço de melhor: fingi ser surda. Fechei os olhos como se, eu ficando no escuro, ele não pudesse me ver.

Que vergonha.

— Ou. Estou falando com você, ruiva — ele insistiu, soltando aquele risinho curto de canto de boca que eu conhecia bem.

Pretendia continuar ignorando.

Era um plano excelente.

Se eu não respondesse, talvez ele assumisse que eu tinha sofrido uma falha temporária de audição.

Ou que eu tinha entrado em coma em pé.

Qualquer coisa era melhor do que virar para encarar aquele homem depois da noite anterior.

Só que as minhas próprias mãos me traíram.

O pão escapou dos meus dedos.

Caiu no chão.

Eu me abaixei para pegar.

Bati a cabeça na porta aberta do armário.

— AI!

Perfeito.

Agora eu parecia uma pessoa completamente equilibrada emocionalmente. Só que não!

— Está tudo bem? Machucou?

— Por que eu não estaria bem?

— Quer mesmo que eu responda?

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