POV: SKY
O Rocco deu mais um passo à frente, cortando o resto de espaço que sobrava entre nós e me encurralando contra o balcão.
— O que você tá fazendo, Blackwood? — perguntei, sentindo o meu peito subir e descer rápido.
— Você não consegue se concentrar? — a voz dele saiu ainda mais grossa, raspando direto no meu ouvido. — Eu também não consigo me concentrar, Bittencourt.
Ele não me deu tempo de processar a informação. O Rocco se inclinou e ficou de frente para mim, próximo, muito próximo, próximo demais.
— O café da manhã vai esfriar... — tentei balbuciar entre os lábios dele, um protesto fraco que nem eu mesma estava levando a sério.
— Isso não importa — ele rebateu contra a minha pele, a voz abafada.
Ele enfiou os dedos compridos por dentro do meu coque bagunçado, puxando a minha cabeça para trás com uma firmeza gostosa, e enfiou a língua dele dentro da minha boca. Foi um beijo profundo, faminto, daquele tipo que faz a gente esquecer até o próprio nome.
Porque nesse ponto eu nem sabia mais quem eu era.
Porra!
As minhas pernas simplesmente derreteram. Viraram gelatina pura. Se ele não estivesse me segurando, eu teria desabado direto no piso da cozinha. Ele apoiou a palma da mão espalmada nas minhas costas, me firmando com uma facilidade absurda, e me ergueu do chão de uma vez só.
Dei um sobressalto e trancei as minhas pernas ao redor da cintura dele, me agarrando desesperadamente aos seus ombros largos.
— Você não consegue se concentrar porque tudo começou aqui na cozinha, né? — ele sussurrou entre os beijos, a respiração dele batendo quente no meu pescoço, me causando um arrepio violento.
— É, eu acho que sim, nem sei.
— Mas essa casa é muito grande, ruiva. E eu faço questão de lembrar você em todos os lugares.
Ele continuou me beijando enquanto caminhava a passos firmes, me carregando. Cruzando o espaço até a sala que era conjugada com a cozinha e, sem quebrar o contato das nossas bocas por nenhum segundo, ele me deitou no sofá. O Rocco deitou por cima de mim, se encaixando no meio das minhas pernas e se posicionando por cima do meu corpo.
Beijei a boca dele de volta com a mesma urgência, enfiando as minhas mãos nos cabelos escuros e úmidos dele. O cheiro daquele homem era uma cobardia com o meu psicológico. Aquele perfume de banho misturado com o calor da pele nua dele estava me deixando completamente tonta.
O Rocco deslizou a mão apertando minha coxa, o que me fez gemer contra sua boca, e continuou subindo a mão por baixo da camiseta de linho, até espalmar o meu peito, apertando a minha carne com uma força possessiva que me fez soltar mais um gemido ruidoso contra a boca dele.
Meu Deus.
Eu estava perdida.
Totalmente ferrada.
O Rocco deu aquele sorriso ladino de dominador. Ele se inclinou devagar, apoiando as mãos nas minhas coxas, as abrindo.
— Bom... você disse que não conseguia se concentrar na cozinha porque trazia memórias, né? Então a gente vai construir uma memória nova bem aqui no sofá. Só que tem um detalhe: essa memória vai ser estritamente minha.
Soltei uma risadinha nervosa, o meu coração batendo na garganta enquanto sentia minha calcinha encharcar.
— Você enlouqueceu. Me solta — afirmei sorrindo, porque eu estava feliz e com muito tesão.
Ele se esticou para a frente e esmagou a boca dele na minha em um beijo bruto e curto, cortando o meu deboche.
— Fica quieta, Bittencourt — ele ordenou contra os meus lábios, a voz saindo em um rosnado baixo que fez o meu corpo inteiro arrepiar.
O Rocco quebrou o contato, desceu do sofá com total calmaria e deu um passo para trás, cruzando os braços sobre o peito nu e me deixando ali, totalmente amarrada, entregue e exposta ao controle dele.
— Você é minha. Toda minha. Exclusivamente minha.
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O bixo vai pegar né.

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