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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 175

POV: ROCCO BLACKWOOD

Olhei para o estado dela, para o tamanho da dor que eu tinha provocado, e senti a opressão no peito apertar com tanta força que parecia que eu ia desmaiar ali na calçada. Eu estava destruindo a minha ruiva.

— Tudo bem. Pode tirar o resto da semana se precisar — respondi, cedendo, a voz falhando.

— Agora me solta. Não quero falar com você.

"Não quero falar com você." As palavras dela desabaram sobre mim, esmagando o resto do meu orgulho. Eu estava desesperado, cada célula do meu corpo implorava para prendê-la nos meus braços e não soltar até que ela entendesse a verdade. Mas eu olhei para o fundo dos olhos dela e vi o limite. Eu vi que insistir agora só causaria mais dor e trauma. Eu a amava demais para forçá-la a me ouvir quando ela precisava de espaço para respirar.

Decidi respeitar o limite dela. Decidi aceitar a rejeição momentânea, engolindo o bolo sufocante que travava a minha garganta, porque eu sabia que, cedo ou tarde, ela teria que conversar comigo. Mas agora... agora eu precisava dar a ela o controle da situação.

Afrouxei os meus dedos devagar, sentindo a perda do contato físico como uma queimação gelada na palma da mão, e soltei o braço dela. A Sky não olhou para trás. Empurrou o portão de ferro com um empurrão ríspido, entrou no prédio e bateu a grade com um estalo metálico violento que selou a distância entre nós e fez o meu peito doer fisicamente.

Fiquei parado ali do lado de fora da grade, no meio da calçada da avenida principal. Levei as duas mãos até a cabeça, puxando os meus cabelos com força, e apoiei a minha testa direto contra o concreto frio da parede lateral do portão. Dei dois golpes leves com a cabeça contra o reboco, sentindo o suor frio colar a camisa no corpo e a taquicardia esmurrando as minhas costelas, completamente esgotado e destruído por saber que ela estava lá dentro, com o coração partido por minha causa.

Dois dias se passaram.

Dois dias arrastando sem conseguir pregar os olhos direito à noite, com o estômago travado por uma azia que parecia não ter fim. Mandei mensagens, tentei ligar, mas a Sky continuou irredutível, com o aparelho desligado e sem dar as caras na Blackwood CO. Por um lado, o sumiço dela acabou sendo bom. O clima na empresa estava um inferno corrido e eu precisei passar as últimas quarenta e oito horas trancado em reuniões, tentando resolver a farsa que a minha família tentou me empurrar.

Não consegui entrar em um acordo de casamento com a Jussara, nem fudendo, mas a conversa que tivemos serviu para alinhar os negócios. Minha avó acabou voltando para a Inglaterra e, depois de muita insistência, aceitou a minha contraproposta para não enfartar o velho lá fora. Avisei que iria visitá-los daqui a quinze dias, passando o próximo final de semana no outro, para ver de perto a situação da saúde do meu avô e buscar o Ravi de uma vez. E quando eu for a gente resolveria essa pendência do casamento.

Antes de a Jussara pegar o voo de volta, fechei um plano comercial bruto com ela. A visão fria que ela tinha sobre o casamento ser apenas um contrato de dinheiro me fez pensar de forma técnica. Se o negócio era gerar lucro, nós faríamos isso sem envolver nenhuma aliança no dedo. Propus uma fusão de tecnologia: usaríamos os softwares de inteligência artificial do Grupo STAR integrados aos nossos projetos de engenharia para criar uma Startup revolucionária de automação predial.

O plano era escolher uma das empresas menores que estavam participando do concurso da FASE 2 e comprá-la para abrir essa nova vertente no mercado. Algo gigante, limpo e que daria três vezes mais dinheiro para os dois lados.

A Jussara topou na hora. O único detalhe é que o meu avô não podia saber dessa mudança no roteiro por enquanto, por causa do marcapasso. Pedi para ela guardar segredo absoluto e fingir que o noivado estava sendo encaminhado nesses próximos quinze dias, garantindo que quando eu desembarcasse lá, eu mesmo conversaria com o velho e resolveria a situação. Que envolvesse não me casar e nem matar meu avô infartado.

E então, a quinta-feira à noite finalmente chegou.

CAP. 193 - Limíte 1

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